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Conheça e ajude a Agência Mural de Jornalismo das Periferias

Conheça e ajude a Agência Mural de Jornalismo das Periferias

É amplamente sabido que existe um monopólio do jornalismo e da produção de informação no Brasil. Com o dinheiro e as tecnologias (e consequentemente o poder) concentrados em pequenos conglomerados, o resultado é que um “filtro” do que é notícia ou não acaba sendo criado e muitas vezes pautas importantes são colocadas de escanteio.

Diante desse panorama, vários profissionais passaram a se reunir para produzir informações a partir de outras óticas e temas, algumas vezes inclusive dentro dos próprios veículos chamados hegemônicos. Esse é o caso da Agência Mural de Jornalismo das Periferias, que nasce em 2010 “como apenas um blog hospedado na Folha de S. Paulo (folha.com/mural) com a missão de minimizar as lacunas de informação e contribuir para a desconstrução de estereótipos sobre as periferias da Grande São Paulo. Nossa missão é contribuir para um jornalismo menos estereotipado, mais diverso e conectado com a realidade das periferias”, explica Anderson Meneses, diretor de negócios da agência.

Hoje uma agência de notícias, de informação e de inteligência sobre as periferias das cidades da Grande São Paulo, o projeto endente “periferias como essa área geográfica estendida além do ‘centro’ do poder político-econômico paulistano e que alcança os municípios da região metropolitana”, aponta Anderson lembrando que essas periferias são também habitadas pelos correspondentes locais.

São cerca de 80 chamados muralistas (jornalistas, designers, fotojornalistas), correspondentes locais que atualmente estão acompanhando, minuto a minuto, todos os acontecimentos relacionados ao Covid-19 nos bairros e nas regiões mais vulneráveis das cidades. “Um exemplo recente é que desde a instalação da crise do coronavírus no Brasil, as periferias de São Paulo estão sendo bombardeadas com ‘fake news’ sobre a situação real e a gravidade da Covid-19. Mensagens que minimizam a necessidade de ficar em casa, sobre a situação real dos serviços públicos de saúde e a confusão de orientação provocada pelos governos estão desorientando as pessoas sobre como melhor agir. E sabemos que os principais canais deste imenso volume de desinformação circula nas redes sociais e telefones (Whatsapp) desses moradores”, diz o diretor.


População na fila para retirada do Auxílio Emergencial no Campo Limpo, zona sul de São Paulo. Foto: Léu Britto/Agência Mural

Pela forma como percebem que a comunicação se dá na localização, a agência criou o podcast diário (segunda à sexta) “Em Quarentena” com duração de 5 a 10 minutos. “Ele (o podcast) não só mostra a cobertura do ponto de vista das nossas comunidades, combatendo toda a desinformação, mas também surge para divulgar soluções e/ou informação de serviço para que as populações das periferias possam se proteger melhor e para melhor lidarem com o impacto da crise socioeconômica e de saúde”. diz.  Os episódios são distribuídos gratuitamente por meio de uma lista de transmissão via WhatsApp (o principal canal utilizado no Brasil para a distribuição de notícias/propaganda falsas), no site e no Spotify.

Toda a produção é baseada em 10 Princípios da Cobertura Jornalística das Periferias, elaborados para orientar profissionais de comunicação que produzem conteúdos relacionados às periferias e conta com doações de fundações internacionais, como a “Open Society Foundation”, doações de pessoas físicas e também um modelo de negócio onde vendem seu jornalismo e inteligência para outros veículos e marcas. No entanto, por conta da pandemia, um dos principais contratos foi suspenso e outros estão em renegociação, por isso recorreram ao financiamento coletivo para continuar remunerando a rede de cerca de 80 comunicadores. “Esses profissionais, que não apenas estão cobrindo os impactos desiguais desta crise sanitária e socioeconômica, mas estão vivendo-os no cotidiano”, aponta Anderson.

A campanha “Apoie a Agência Mural de Jornalismo” feita por meio de financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria. A cada R$ 10 arrecadados pela Mural, o “Fundo Enfrente” o transforma em R$ 30, até alcançar a meta de 30 mil reais. A campanha tem a duração de 30 dias. Os interessados em apoiar financeiramente o jornalismo feito pela e para as periferias na Grande São Paulo podem doar por meio do site benfeitoria.com/agenciamural.

Além disso, desde março de 2019 a agência tem ainda um espaço para financiamento recorrente em outra plataforma, a Catarse. A arrecadação mensal é destinada à sustentabilidade da produção de conteúdos e projetos. Os leitores interessados em serem um apoiador, terão duas opções de apoio mensal: www.catarse.me/periferias

Iran Giusti é formado em Relações Públicas pela FAAP, atuou como gestor de redes sociais e gerente de projetos em agências de RP e Social Mídia e como jornalista foi repórter do canal de conteúdo LGBT do Portal iG e do BuzzFeed Brasil. Atualmente se dedica a gestão da Casa 1, um centro de acolhida e cultura LGBT e produção de conteúdos em que acredita.
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