Institucional

CASA 1 une acolhida de jovens LGBT+ expulsos de casa , centro cultural e clínica de saúde mental gratuita

Fundada em 2017, a Casa 1 é um projeto de sociedade civil que tem como propósito a acolhida de jovens entre 18 e 25 anos que foram expulsos de casa pela família por suas orientações afetivas sexuais e identidade de gênero. O trabalho corre em paralelo às atividades do Centro Cultural e da Clínica Social, com todos os serviços ofertados gratuitamente. 

A residência tem como foco a promoção de autonomia e organização dos jovens que, de uma hora para outra, se vêem sem um teto. Funcionando como casa de passagem, o tempo de estadia é de quatro meses. Neste período, são trabalhadas questões de saúde clínica, mental, educação e empregabilidade. “O tempo é curto, mas com o trabalho intenso e dedicado da equipe de voluntários e voluntárias é possível auxiliar esses jovens”, explica Alvina Cirilo, assistente social e responsável pelo apoio aos jovens. No total, são ofertadas 20 vagas para moradia.

Em paralelo, o centro cultural Casa 1 conta com uma programação de doze horas diárias, sete dias por semana. Além das atividades temáticas pontuais, conta com aulas de inglês, espanhol, português como segunda língua, ioga, costura, canto cênico, lutas, percussão, teatro, entre outros. Com atendimento universalizado, aberto para todos e todas, o centro cultural “tem um propósito de estabelecer uma relação com o entorno e promover segurança para todos que vivem na Casa“, relata Bruno Oliveira, coordenador do espaço que recebe o nome Galpão Casa 1. 

“Não é possível articular um projeto social que trabalha com grupos minorizados sem dialogar com todo mundo e ignorando questões de raça e classe”, completa ele, que é artista e sócio educador. 

A saúde mental também é ponto fundamental e, por isso, em setembro de 2018, o trabalho dos e das profissionais de saúde se expandiram e passaram a atender o público, além de seguir atuando com os residentes. “Hoje, cerca de quarenta profissionais atendem gratuitamente ou a um valor social, cerca de 150 pessoas. A Casa 1 conta ainda com ainda com um plantão de escuta, atendimentos de nutricionistas e serviços de terapias complementares, como aromaterapia, acupuntura e massoterapia“, relata Iran Giusti, fundador do projeto. 

Desde o começo da pandemia, a ONG também fortaleceu o trabalho de assistência social e já distribuiu cerca de toneladas de alimentos, mais de 5 mil cestas básicas e 10 mil máscaras. Até o momento, todas as atividades presenciais do Centro Cultural e da Clínica Social estão suspensas e parte das ações diárias da Casa 1 foi adaptada para o meio digital. 

Financiado coletivamente via plataforma Benfeitoria e doações gerais, o projeto conta com ações pontuais de marcas, mas optou por investir constantemente nas doações de pessoas físicas, para poder estabelecer uma política de atendimento sem amarras. 

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