Nossos Espaços
Cozinha Comunitária
Construída em 2021, a “Cozinha Comunitária da Casa 1” surge do desejo de ampliar a dotação para alimentação do projeto que já contava, desde 2019, com uma cozinheira no espaço para o preparo de refeições de equipe, crianças e jovens atendidos pelo projeto.
Cozinha Comunitária
Construída em 2021, a “Cozinha Comunitária da Casa 1” surge do desejo de ampliar a dotação para alimentação do projeto que já contava, desde 2019, com uma cozinheira no espaço para o preparo de refeições de equipe, crianças e jovens atendidos pelo projeto.
Dentre as memórias daqueles anos, está o apito da panela de pressão ao fundo da aula de yoga, ou então o cheiro de temperos durante oficinas e exibições de filmes.
Além disso, aulas abertas sobre soberania e segurança alimentar, assim como a distribuição de cestas básicas durante o período pandêmico, nos fizeram refletir a importância e necessidade de um espaço de cozinha ampliado na Casa 1.
E desde então essa Cozinha Comunitária está em processo de construção, criação e desenvolvimento. Um espaço coletivo que tem a alimentação como seu principal motor.
Pontos de atuação
– Autonomia e desejos individuais do público presentes no espaço
– Uma cozinha comunitária como espaço de compartilhamento de saberes
– Equipe gestora que tem relação direta com o território e seu público
Oficina com pessoas moradoras
Com periodicidade quinzenal/mensal, a atividade reúne pessoas moradoras, que definem uma receita que desejam aprender de forma coletiva.
Direito Nosso
Mensalmente a equipe da Cozinha Comunitária e do Serviço Social da Casa 1 prepara um café da tarde para população em situação de vulnerabilidade para discutir um direito, sempre com a presença de uma pessoa especialista na área.
Oficinas de panificação
Uma das primeiras atividades da cozinha comunitária, a oficina de panificação artesanal é uma das atividades mais constantes do espaço, com edições mensais previstas para o ano de 2026.
Oficinas de marmita
Também realizada mensalmente, a oficina de marmita ensina a feitura de refeições em grande quantidade, porcionamento e armazenamento. Parte da produção é congelada e distribuída para público atendido e equipe voluntária em eventos.
Oficinas para crianças e jovens
Em um sábado por mês, a cozinha recebe crianças e adolescentes para produção de uma receita simples e lúdica, incentivando o processo de autonomia e independência.
Consulte a equipe para saber os dias e horários das atividades.
Diante de um cenário no qual políticas de ESG motivam empresas a incentivarem atividades voluntárias, a
Casa 1 desenvolveu o voluntariado de impacto expandido, no qual equipes empregam suas horas de trabalho em
oficinas integrativas, financiadas pelas companhias, com parte do custeio revertido à manutenção da Casa 1 e
a benefícios diretos ao nosso público atendido. Eles são:
Panificação: oficina com profissionais educadoras da Casa 1 em que, além de aprender a fazer pães artesanais, a
produção da equipe participante é doada para o público LGBTQIAPN+, população vulnerável e em situação de rua atendidas pelo projeto.
Marmitas: oficina para preparo de refeições com ingredientes saudáveis e receitas fáceis. A produção é congelada e doada para o público atendido pela Casa 1.
Brioches, Cookies, Esfihas veganas e Brownies veganos: novas oficinas ofertadas pela Casa 1 a partir de 2026, trazendo opções de doce e receitas veganas.
Soberania alimentar*
O conceito de soberania alimentar foi proposto pela organização internacional La Via Campesina em 1996, em um fórum paralelo da sociedade civil durante a Cúpula Mundial da Alimentação da Organização da ONU para Alimentação e Agricultura.
A definição de soberania alimentar se refere ao direito dos povos de definir suas próprias políticas e estratégias sustentáveis de produção, distribuição e consumo de alimentos, respeitando as culturas locais e o meio ambiente.
A ideia surgiu como resposta ao crescimento da agricultura industrial, que beneficia grandes corporações e o comércio global. Essa realidade prejudicou agricultores familiares, indígenas e outros povos tradicionais, que perderam espaço para manter suas formas de produção e sustento.
A soberania alimentar defende o fortalecimento da agricultura familiar, de modelos produtivos sustentáveis e da preservação do meio ambiente. Assim, promove a justiça social e ambiental, além de assegurar que o alimento não seja tratado como mercadoria, mas como um direito humano fundamental.
*Texto produzido pelo Movimento Pacto Contra a Fome