Biblioteca

A construção do acervo da nossa Biblioteca Comunitária Caio Fernando Abreu teve início a partir de doações recebidas do projeto “Esqueça um livro“, em 2017. Hoje, quatro anos depois, a Biblioteca conta com uma coleção de 3.416 títulos, entre livros, DVDs, quadrinhos e revistas. Nossa política de desenvolvimento da coleção visa dar espaço e voz para literaturas representativas, discursos que tensionem em seus contextos sociais, históricos, políticos e econômicos as questões identitárias manifestadas, a saber: LGBTQIAPN+, feminista, negra, indígena e amarela. O nosso acervo está organizado a partir das seguintes seções:  literaturas LGBTQIA+, feminista, negra, indígena e amarela (de ficção e epistemológica); romance nacional e internacional; conto e crônica; erê que lê (infantil); juvenil; teatro; poema; biografia; história em quadrinhos (infantil e adulta); mangá (infantil e adulto); jornalismo; arte; vestibulares; informativo; idiomas (inglês e espanhol); Instituto temporário de pesquisa sobre censura; pedagogia; ciência humanas e sociais; direitos humanos; psicologia; crítica literária; DVD; revista. Todos os títulos teóricos, de estudo, integram o Acervo Marielle Franco.


A Biblioteca funciona de segunda à sábado, das 10h às 19h.

Seguindo a política de portas abertas da Casa 1, não é necessário apresentar extensa documentação para o cadastro, garantindo assim o atendimento a toda a comunidade, sem exceções.

Na Biblioteca também funciona o Balaio Literário, projeto cujo objetivo é distribuir de forma gratuita e para toda a população livros, DVDs, CDs, revistas, quadrinhos e kits de literatura para crianças e adolescentes. Os kits contam sempre com um material de leitura e material de desenho, escolar ou brinquedos.

Já o Projeto Recibo conta com uma impressora térmica que reproduz quatro tipos de conteúdo, randomicamente: contos curtos, poesias, quadrinhos e atividades, como caça-palavras e desenhos para colorir.

Atualmente temos parceria com nove instituições de ensino e cultura e repassamos parte das doações que recebemos de acordo com as demandas de cada uma delas:

As doações de títulos podem ser feitas na própria Biblioteca, localizada na Rua Condessa de São Joaquim, 277, Bela Vista. De segunda à sábado, das 10h às 19h. Para agendar uma entrega em outro horário, enviar um e-mail para biblioteca@casaum.org.

E quais títulos doar? TO-DOS! Como dito, além do nosso acervo, o Balaio e a parceria com outras instituições fazem com que tenhamos direcionamento para todo o tipo de publicação. Então podem mandar desde o Manifesto Comunista até a apostila do cursinho pré-vestibular. Aceitamos livros, DVDs, CDs, revistas, histórias em quadrinhos, mangás, material escolar, material de desenho e brinquedos. A Biblioteca também recebe aos sábados doações para o Paliativo (que durante a semana devem ser entregues no Galpão): roupas, alimentos, itens de higiene pessoal, material de limpeza, maquiagens, utensílios domésticos, máquinas de costura, peso de porta e até rebimboca da parafuseta! Desde que em bom estado.

A Biblioteca sempre contou com uma série de programações e atividades. No nosso espaço são realizados eventos de lançamentos de livros, com a participação dos autores, bate-papo e seções de autógrafos; clube de leitura feminista, com base em títulos do nosso acervo; contação de histórias, tendo participação expressiva das crianças da comunidade, importantes frequentadores do nosso espaço. Durante a pandemia, os empréstimos e as atividades presenciais foram suspensos, e o atendimento no nosso espaço ficou restrito da porta para fora (Balaio, Kits, Recibo, informações e recebimento de doações). Nesse período, tivemos uma série de programações on-line. Em 2021 estreou no IGTV da Casa 1 o Biblioteca Convida, programa quinzenal que buscava dar oportunidade e visibilidade para autores e autoras e editoras independentes, com temáticas relacionadas aos recortes identitários e representativos pelos quais lutamos. Você pode assistir as lives no Instagram da Casa 1. Também teve estreia o Marca-texto, podcast desenvolvido pela Biblioteca e Acervo Bajubá que apresentava pequenos trechos de obras literárias feitas por pessoas LGBT+.

Atualmente, a Caio, assim como demais espaços da Casa, está reabrindo as portas para o público. O acervo já está disponível para consulta e, em breve, devemos retomar os empréstimos. O processamento técnico dos exemplares segue a todo vapor, não faltam ideias para retomarmos as programações e eventos literários e nossa equipe de voluntários e voluntárias atende em média duas mil pessoas por mês. Se você tem interesse em fazer parte dessa história, basta se inscrever nas formações de voluntariado, que ocorrem mensalmente e são divulgadas pelas redes sociais, no Instagram e Facebook. 

Rede LiteraSampa

Iniciada em 2010 pela articulação entre bibliotecas comunitárias e escolares dos municípios de São Paulo, Mauá e Guarulhos, a rede tem como objetivo promover e democratizar o acesso à leitura. 

Atualmente a rede é formada por 18 bibliotecas e promove ações afirmativas voltadas à formação de leitores e à democratização do acesso ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas como direito humano.

As organizações que integram a LiteraSampa têm muito em comum! Os projetos acreditam na formação de leitores com estímulos para oficinas de mediação, saraus, bate-papo com autores e mais. A leitura literária pode transformar vidas e é um direito e um valor cultural inestimável rumo à cidadania plena. 

A Biblioteca Comunitária da Casa 1 faz parte dessa rede, venha nos visitar!

Caio Fernando Abreu nasceu em Santiago, interior do Rio Grande do Sul, em 1948. Escreveu seu primeiro texto aos 6 anos e ainda jovem, aos 16, teve sua primeira publicação, o conto “O príncipe sapo”, pela revista Cláudia. 

Formado em Letras e Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), colaborou em revistas como Veja e Manchete, Nova, e jornais como Correio do Povo, Zero Hora, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo.  

Em 1968, perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), se refugiou no sítio da amiga Hilda Hilst em Campinas, migrando posteriormente para a Europa. Ao retornar para o Brasil morou em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Recife, retornando para França em 1994 e voltando para o Brasil ao descobrir-se portador do vírus HIV. 

Caio faleceu em 25 de fevereiro de 1996 no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, deixando 6 livros de contos, duas novelas, dois romances publicados, além de três peças teatrais e uma dezena de antologias e coletâneas. 

Foi escolhido para dar nome à Biblioteca Comunitária da Casa 1 por seu importante papel na literatura e ainda por muitas das suas tramas trazerem temáticas homoafetivas, algo corajoso em tempos de ditadura militar.

Confira mais fotos da Biblioteca Comunitária Caio Fernando Abreu:

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