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Com Casa 1 entre finalistas, Prêmio FGV de Responsabilidade Social revela vencedores

Iniciativa, que recebeu 1.338 propostas, destaca as melhores práticas voltadas para a melhoria da qualidade de vida de populações em vulnerabilidade social

A cerimônia de premiação da terceira edição do Prêmio FGV de Responsabilidade Social 2026, comandada pela jornalista Maria Júlia Coutinho, aconteceu nesta sexta-feira (18), no Rio de Janeiro, reunindo projetos de organizações sem fins lucrativos de todo o Brasil. A Casa Um esteve entre as cinco práticas finalistas no eixo Arte e Cultura, ao lado de iniciativas que se destacaram pelo impacto social. A vencedora da categoria foi a THYDÊWÁ, com a prática “Autoria Indígena”, uma tecnologia social protagonizada por povos originários.

Realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Aegea Saneamento e a Globo, o prêmio recebeu 1.338 propostas, das quais 1.219 foram homologadas. As iniciativas foram avaliadas em seis eixos temáticos: Educação, Arte e Cultura, Esporte Comunitário, Saúde, Meio Ambiente e Saneamento, e Cultura da Paz. Ao final do processo, 50 práticas chegaram à etapa final, cinco em cada eixo.

O evento integrou a programação do V Seminário de Responsabilidade Social, aberto com palestra de Renata Reis, diretora-executiva do Médicos Sem Fronteiras Brasil. Ela abordou a responsabilidade social nas ações humanitárias e destacou três grandes desafios globais: os ataques a instalações de saúde em zonas de conflito, as mudanças climáticas e as epidemias, a exemplo do surto de ebola na República Democrática do Congo.

Outro destaque da programação foi o painel “Populações em Vulnerabilidade e Segurança Social”, que reuniu a advogada e socióloga Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, e o promotor Mateus Pinaud, da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), com mediação de Antonio Cláudio Ferreira Netto, diretor Jurídico da Globo.

A partir de experiências e dados do Rio de Janeiro e de São Paulo, os convidados discutiram como a violência se tornou um dos fatores centrais das situações de vulnerabilidade social, aprofundando desigualdades e ampliando os desafios para a construção de uma sociedade mais segura e protegida.

Por Ricardo Donisete

Fundada em 2017, a ONG Casa 1 possui uma República de Acolhida, um Centro Cultural e uma Clínica Social. Tudo junto, pela comunidade LGBTQIAPN+! Aqui neste espaço nos dedicamos a produção de conteúdos relevantes e de qualidade sobre e para a comunidade, algo fundamental em tempos de desinformação.

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