Na quinta-feira, 14, os tapumes da fachada do Hospital das Clínicas da UFMG, em  Belo Horizonte, amanheceram pichados com mensagens de ódio à jornalistas e artista. Frases como “mate um jornalista por dia”, “jornalista bom é morto” e “limpeza do Brasil: mate um jornalista e um artista” foram escritas durante a madrugada.

Segundo o jornal “O Tempo”, o  Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais registrou no mesmo dia uma ocorrência na polícia denunciando o caso que está sendo investigado. Profissionais da área realizaram uma intervenção no mesmo dia colando mensagens como “Sou Jornalista e não me calo” em resposta ao presidente Jair Bolsonaro que mandou que os profissionais calassem a boca no dia 05 de maio.

Devido o caso, os universitários e artistas Rodrigo Astro, estudante de jornalismo, e Lucas Bong, estudante de direito, se voluntariaram para fazer os grafites nos tapumes em repúdio ao ocorrido com mensagens de apoio aos profissionais de saúde. Os materiais usados foram doados pelo Sindicato de Jornalista de Minas Gerais e contou com a aprovação do hospital que afirmou em nota enviada para a equipe de comunicação da Casa 1: “O Hospital das Clínicas da UFMG repudia toda e qualquer manifestação de ódio, violência, intolerância e preconceito” e que por isso autorizou a intervenção.

Picho de ódio (Foto: Sindicato de Jornalistas de Minas Gerais) e grafite que cobriu as frases (Foto: HC BH)

 

 

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Por Casa 1

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