A Penha vai ajudar, de forma rápida e fácil, a identificar sinais de relações abusivas e a orientar mulheres sobre seus direitos

Neste mês de agosto, as mulheres poderão contar com mais um apoio no combate à violência doméstica.  Desenvolvida pelo Instituto AzMina em parceria com o Twitter, a assistente virtual Penha vai ajudar, de forma rápida e fácil, a identificar sinais de relações abusivas e a orientar sobre direitos e caminhos para interromper uma situação de violência de forma segura.  Para receber um atendimento, basta enviar uma Mensagem Direta (DM) para o perfil @revistaazmina no Twitter.

Para desenvolver as interações do serviço automatizado, o Instituto AzMina analisou as centenas de atendimentos realizados nos últimos cinco anos pela organização. Entre os principais temas abordados por mulheres de diferentes grupos etários, em todas as regiões do Brasil, estão: dúvidas sobre se o que estão vivendo é ou não um relacionamento abusivo, quais são os tipos de violência contra a mulher previstos na lei brasileira, e onde buscar ajuda.

Batizada em homenagem à Lei Maria da Penha, que completa 15 anos no próximo dia 7 de agosto, a assistente Penha também vai apontar os serviços da rede de atendimento à mulher mais próximos.  Entre eles, estão os locais públicos  de denúncia (Delegacias da Mulher, Defensoria Pública e Ministério Público), assistência social, acolhimento (Casa da Mulher Brasileira e centros de referência da mulher) e saúde (unidades básicas de saúde e serviços de violência sexual e aborto legal).

De acordo com Marília Moreira, gerente de projetos do Instituto AzMina, a parceria com o Twitter, uma plataforma que serve à conversa pública e reúne informações em tempo real, é estratégica e fundamental no contexto brasileiro. “As plataformas digitais são um espaço fundamental para a conscientização acerca da violência doméstica. Nos últimos anos, vimos crescer a confiança de mulheres no uso de aplicativos para o registro de denúncias de assédio e violências. Na conversa com a Penha, a mulher vai saber mais sobre relacionamento abusivo, aprender como ajudar outra mulher nessa situação e receber orientações importantes de serviços gratuitos próximos a ela”, explica Moreira.

Segundo dados publicados desde 2020, a violência doméstica no país ocupa a quinta posição no ranking mundial de feminicídios e foi agravada durante a pandemia. “No contexto da pandemia, em que notamos o agravamento dos indicadores da violência de gênero, o acesso a informações e serviços online é fundamental. A parceria surge neste sentido, e reforça o compromisso que temos com o caráter cívico e de promoção de direitos humanos do Twitter, comenta Fernando Gallo, gerente de Políticas Públicas do Twitter no Brasil. “Esta iniciativa é parte de uma série de esforços guiados por nossa missão de servir e ajudar a promover a conversa pública global e garantir que a plataforma seja um lugar saudável, seguro e democrático, incluindo esforços para garantir a segurança das mulheres na plataforma”, complementa.

Ao longo desta semana, o perfil do Instituto AzMina no Twitter (@revistaazmina) também trará informações sobre a violência contra a mulher. No dia 5 de agosto, às 19h, será possível acompanhar o debate Conecta Penha: #ChameAPenha com a participação de Amelinha Teles, uma das fundadoras do projeto Promotoras Legais Populares (PLPs); Luiza Helena Trajano (@luizatrajano), presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil; Regina Célia A. S. Barbosa, cofundadora e vice-presidente do Instituto Maria da Penha; Marília Moreira (@malimoreiras), coordenadora do PenhaS; e Natália Neris (@NerisNati), coordenadora de Políticas Públicas do Twitter no Brasil. A moderação da conversa ao vivo ficará a cargo de Mariana Kotscho (@marianakotscho), jornalista à frente do Portal Papo de Mãe. 

Além disso, o perfil engajará com o @TwitterBrasil para trazer visibilidade ao assunto #ChameAPenha e informações sobre o funcionamento da assistente virtual Penha.

Programe-se 

Conecta Penha: #ChameAPenha
Data: 5 de agosto, quinta-feira
Horário: 19h
Local: perfil @revistaazmina no Twitter 

Acesse o site AzMina.

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Por Az Mina

Revista feminista independente, que respeita e valoriza a mulher em toda a sua diversidade. Nasceu em 2015 com um financiamento coletivo e também lançou as campanhas de conscientização e luta contra o machismo, como #MachismoNãoÉBrincadeira, Carnaval Sem Assédio e #VamosMudarOsNúmeros. O conteúdo d’AzMina é livre de direitos autorais e reproduzido aqui no site da Casa 1 com os devidos créditos.

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