O Pátio Metrô São Bento será palco da primeira edição do “Sapataria – Festival LBT“, iniciativa que propõe um espaço de encontro, reflexão e celebração das produções e vivências de mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais (LBT). O evento, que acontece no dia 08 de agosto, traz uma programação que reúne rodas de conversa, intervenções artísticas e um show de encerramento, fortalecendo a visibilidade dessa comunidade por meio da cultura e do diálogo.
Partindo da pergunta “Visibilidade para quê?”, o festival promove duas mesas de debate que abordam diferentes dimensões da representatividade. A primeira, “Visibilidade para transformar: luta, direitos e representatividade”, discute como a presença de mulheres LBT nos espaços públicos e institucionais impacta a conquista de direitos e a transformação social. Participam da conversa a advogada Marina Ganzarolli, fundadora da ONG Me Too Brasil; a defensora pública Camila Canto, integrante do NUDIVERSIS da Defensoria Pública do Estado de São Paulo; e a socióloga e ativista Mara Lúcia da Silva, articuladora da Marcha das Mulheres Negras, da Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo e da Coletiva da Visibilidade Lésbica de SP.
Na sequência, a mesa “Visibilidade para existir: arquivo, memória e representação” reúne a escritora e pesquisadora Tatiana Nascimento, a pesquisadora Pauli Silveira-Barbosa, cofundadora do Arquivo Lésbico Brasileiro, e a artista visual Mayara Ferrão. O debate propõe refletir sobre a preservação das memórias de mulheres LBT e o papel dos registros, arquivos e da produção artística na construção de referências e narrativas historicamente invisibilizadas.
A condução do festival será da atriz, diretora e palhaça Daniela Biancardi, que retorna aos palcos com sua personagem Lígia Maria, palhaça lésbica e feminista criada a partir de sua pesquisa sobre comicidade e representatividade LGBTQIAPN+.
O encerramento fica por conta do bloco Siga Bem Caminhoneira, coletivo carnavalesco formado por mulheres lésbicas e bissexuais, pessoas trans e não binárias. Criado em 2017, o grupo se tornou referência no Carnaval de Rua de São Paulo ao unir repertório carnavalesco tradicional e paródias que celebram o orgulho e a diversidade.
Ao reunir cultura, pensamento crítico e representatividade em um mesmo espaço, o Sapataria busca contribuir para a construção de redes, ampliar referências e fortalecer a presença de mulheres LBT na cena cultural e no debate público.