Acontece no próximo domingo, 06, a 25ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo com o tema “HIV/AIDS: Ame + Cuide + Viva +”, com isso, um tópico fundamental para sociedade e para a nossa comunidade, ganha os holofotes para além de Dezembro, mês em que se concentram as ações voltadas para o assunto por conta do Dia da Aids.

Temas considerados ainda muito tabu, o HIV e a AIDS foram abordados em diversos filmes e séries ao longo das últimas décadas, algumas vezes de forma superficial, outras de maneira certeira. Esses produtos culturais são pontos de partida importantes para o debate, ainda que muitos não sejam unanimidade, em especial por se tratarem de produções realizadas em momentos específicos onde terminologias e entendimento sobre o vírus ainda eram outros.

De toda forma, decidi listar aqui as produções que considero mais importantes sobre o tema, sem nenhum tipo de ordem.

1. “120 Batimentos Por Minuto”.

Uma das produções mais potentes, sensíveis e delicadas, o premiado filme francês “120 Batimentos por Minuto” acerta em não concentrar a temática em um determinado individuo e sim em uma luta coletiva (ainda que conte com personagens centrais e muito bem construídos).

Tem disponível no Globoplay.

2. “Filadélfia”

Considerado um clássico do cinema e da luta contra o estigma do HIV/AIDS, “Filadélfia” é um tanto clichê, no entanto, as atuações primorosas de Tom Hanks e Denzel Washington compensam. É também um bom retrato da época.

Pode ser alugado direto no Youtube.

3. “Cartas Para Além do Muro”

Lançado em 2019, “Cartas Para Além do Muro” deveria ser obrigatório para todos e todas brasileiras. O documentário é uma verdadeira aula e traça uma cartografia completa do vírus no pais. Além de contar com nomes importantíssimos da luta contra o estigma como Drauzio Varella, Bruna Vallin, Lucinha Araujo , entre outros.

Tem na Netflix

4. “Meu Nome é Jacque”

Mais um ótimo documentário brasileiro “Meu nome é Jacque”, que conta a história de Jaqueline Rocha Côrtes, ativista que vive com o vírus há mais de 20 anos e chegou à representar o governo brasileiro na Organização das Nações Unidas. Pra terminar emocionado e apaixonado por Jacque.

Você pode assistir na Globoplay e no VideoCamp.

5. “Clube de Compras Dallas”

Um dos melhores filmes sobre o tema, “Clube de Compra Dallas” foi um sucesso de público e crítica ao retratar a relação de um homem heterossexual cis que tem que lidar com o vírus nos 80 e acaba indiretamente auxiliando a comunidade LGBT+. Uma pena apenas a decisão de trazer o ator cis Jared Leto interpretando a transexual Rayon, realizando mais um transfake nas telonas.

Pode ser alugado no Youtube.

6. “The Normal Heart”

O elenco estelar de “The Normal Heart” e sua narrativa didática fez do longa um dos mais badalados durante seu lançamento. Outro destaque da trama é que apesar dos protagonistas serem interpretados por atores heterossexuais, o elenco conta com uma quantidade considerável de atores assumidamente gays como Jim Parsons, Matthew Bomer, Joe Mantello, Jonathan Groff, BD Wong e Denis O’Hare.

Não está disponível em serviços de streaming porém pode ser encontrado online.

7. “Preciosa”

Outro filme obrigatório é “Preciosa”, em especial pela desconcertante atuação de Gabourey Sidibe. Na trama, a jovem Claireece “Preciosa” Jones de 16 anos luta para sobreviver em uma sociedade que faz de tudo para que ela desista. Um soco no estômago que precisa de alguns dias para ser digerido.

Tem no Prime Video.

8. “O Ano de 1985”

Quando o tema é HIV-AIDS os anos 80 é quase que onipresente nas produções, o que não é algo necessariamente ruim, porém, algumas produções acabam se repetindo, por isso “O Ano de 1985” é uma grata surpresa. Em preto e branco, o longa estadunidense é pura poesia.

Não está disponível em serviços de streaming porém pode ser encontrado online.

9. “Califórnia”

Ainda na linha “falar sobre o vírus nos anos 80”, “Califórnia” é uma grata surpresa brasileira. O longa de estreia da eterna VJ Marina Person cativa em especial pelo seu elenco.

Tem na Netflix.

10. “Cazuza”

Uma das “caras da AIDS no Brasil”, em especial pela desrespeitosa capa da revista Veja, o cantor Cazuza ganhou uma cinebiografia bem feitinha. Nada espetacular, mas bastante sensível e com uma atuação excelente de Daniel Oliveira como o ex-vocalista do “Barão Vermelho” e Marieta Severo como Lucinha Araujo.

Você pode assistir no GloboPlay

11. “Paris is Burning”

“Paris Is Burning” está em praticamente toda lista que já fiz sobre a comunidade LGBT+ na minha vida e sempre vai estar. Potente, celebre e brutal, o documentário é eterno.

Infelizmente não está disponível em serviços de streaming porém é facilmente encontrado online.

12 “Angels in America”

Sucesso nos palcos, “Angels In America” ganhou um elenco de peso com nome como Meryl Streep e Al Pacino na versão em minissérie produzida para HBO. Lúdica e sensível, aborda em especial as questões da fé e religião com a comunidade LGBT+ e pessoas vivendo com o vírus.

Não está disponível em serviços de streaming porém pode ser encontrada online, inclusive a versão da peça gravada.

13. “Pose”

Sucesso de público e crítica, Pose conta com três temporadas, duas já disponíveis em streaming no Brasil. Destaque para o elenco majoritariamente trans e o roteiro muito bem amarradinho.

Você pode maratonar na Netflix.

Bonus: “Os Primeiro Soldados”

Com previsão de lançamento para 2021, o filme “Os Primeiros Soldados” vai contar a história dos e das primeiras ativistas contra o estigma do HIV/Aids. No elenco, Johnny Massaro e Renata Carvalho. Para acompanhar o filme é só seguir no Instagram.

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Por Iran Giusti

Iran Giusti é formado em Relações Públicas pela FAAP, atuou como gestor de redes sociais e gerente de projetos em agências de RP e Social Mídia e como jornalista foi repórter do canal de conteúdo LGBT do Portal iG e do BuzzFeed Brasil. Atualmente se dedica a gestão da Casa 1, um centro de acolhida e cultura LGBT e produção de conteúdos em que acredita.

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