Realizado via lei de incentivo à cultura da Prefeitura de São Paulo, “Jaraguayanna”, da Descompanhia (Biu)tifol, mostra como é ser LGBTQIA+ no bairro Jaraguá, zona norte de São Paulo.

Com o objetivo de abordar assuntos como a sensação de pertencimento ao espaço que se mora, de propor experiências mais aprofundadas sobre as vidas de pessoas LGBTQIA+ localizadas em contextos diversos e também de oferecer ao público um imaginário que distancie as sexualidades e identidades de gênero não hegemônicas do sofrimento e da dor, o coletivo multiartístico Descompanhia (Biu)tifol estreia o documentário Jaraguayanna, que terá exibições presenciais dia 23/6, quinta-feira, 20h, no Fofão Rock Bar, e no dia 24/6, sexta-feira 20h, no Galpão Casa 1. Em seguida, a obra terá exibições online nos canais do YouTube da própria companhia e de coletivos parceiros.

Com direção geral deVictor Pessoa e direção de arte de Airton Cruz, Jaraguayanna traz registros sobre as vivências de seis pessoas residentes do bairro Jaraguá, em São Paulo, que vivem realidades muito distintas entre si: Angel é uma mulher trans de 46 anos; Carla é uma mulher travestigênere, estudante; Duda é uma pessoa gay; Luisa é bissexual; Rafa Kaje é bissexual, não-binário e indígena do povo guarani; e Vitor que é uma pessoa não-binária.

Segundo Victor, a ideia era trazer um lado polidimensional sobre essas experiências de vida, compartilhando com o público um olhar para essas pessoas que não trouxesse o fato de serem LGBTQIA+ como uma identidade única. “Isso não faz com que as dores sejam tratadas de forma leviana, mas sim como algo que não é determinante e que também serve como um propulsor para avançar”, conta.

O fato do documentário focar em pessoas do Jaraguá tem a ver com o desejo de explorar temas como o pertencimento e o direito à cidade. “Jaraguayannatraz um pouco do contexto de criar condições de existência no local que estamos, independente de onde ele se localiza. Ao ser ocupado, o lugar se torna um território de resistência e disputa”, conta Victor, complementando que as falas das pessoas convidadas apontam para a criação de um local saudável para habitar, algo que é promovida por uma força coletiva.

O documentário, que foi elaborado ao longo de um ano e três meses, também foi construído de forma colaborativa, com equipamentos emprestados por coletivos e organizações culturais do bairro do Jaraguá. As pessoas entrevistadas ao longo do processo foram remuneradas e as gravações aconteceram de modo a não conflitar com outros compromissos de suas rotinas. A equipe de Jaraguayanna também disponibilizou um profissional de psicologia para ficar à disposição ao longo das gravações.

Sobre o título do documentário, Victor diz: “Queria que esse nome ficasse como forma de nos reinventarmos dentro do bairro. O título faz uma referência ao pajubá e a toda comunidade LGBTQIA+”, completa.

Sobre a Descompanhia (Biu)tifol

Descompanhia Biu(tifol) é um coletivo artístico multilinguagem composto por artistas LGBTQIA+ do extremo Zona Noroeste da cidade de São Paulo, região periférica da cidade. Com origem em 2019 começaram seus trabalhos em dança e durante a pandemia ampliaram para performance, vídeo-arte, artes visuais, teatro, fotografia e cinema.

O primeiro trabalho do grupo, Dutos (In)visíveis, estreou em dezembro de 2020 no Centro Cultural da Diversidade da cidade de São Paulo. Possuem parceria com CEU Pêra Marmelo, aparelho cultural da região do grupo, tendo realizado atividades abertas ao público como formações em produção cultural para os artistas do bairro e também saraus. Além disso, em 2020 também participaram da FLINO – Festa Literária Noroeste, com a exibição de um vídeo-dança e uma exposição de fotos virtual e realizaram dentro do Festival Satyrianas 2020 a roda de conversa “BIUS conversam: Produção de arte LGBTQIA+: como nossas vivências alteram nossa estética”.

Ficha Técnica

Direção Geral: Victor Pessoa
Assistência de direção: Vitória Albano
Diretor de Arte: Airton Cruz
Câmera: Carolini Françoso
Produção geral: Glaucia Marina
Roteiro: Victor Pessoa
Entrevistades (ordem de aparecimento): Angel Gomes, Carla Pinheiro, Edu Souza, Luisa Silva Rafacho, Rafa Kaje e Vitor Munhoz
Dançarino convidado: Eri Sá
Figurinos: Iara Martinhos
Maquiagem: Monique Bezerra
Edição de vídeo: Richner Allan
Colorização / Colorista – Madame Koala Produções: Ana Machado, Fernando Gyori e Vitor Artese
Edição de Som: Ricardo Altschul
Trilha sonora: Alambradas
Designer gráfico: Larissa de Abreu
Assessoria de Imprensa: Diogo Locci
Agradecimentos especiais à: Laine Daniel, Centro de Integração da Cidadania, AGO Filmes, Arun Psicologia, Tricka Carvalho, Tio Julio, Coletivo Salve Kebrada, Cine Taipas, Fofão Rock Bar e Coletivo Quilombaque

Serviço
Exibições de Jaraguayanna

Presencial
23/06, quinta feira, 20h – Fofão Rock Bar (Estrada das Taipas, nº 3827, 02989-140, São Paulo, SP)

24/06, sexta-feira, 20h – Galpão Casa 1 (Rua Adoniran Barbosa, nº 151, Bela Vista – São Paulo)

Exibições online, canais no YouTube
25/06, sábado, 15h – Descompanhia (biu)tifol, em: https://www.youtube.com/channel/UCZ5zX1_gs8YVRAhc4P5puAA

25/06, sábado, 20h – Comunidade Quilombaque, em: https://www.youtube.com/user/quilombaque

26/06, domingo, 15h – Coletivo Salve Kebrada, em: https://www.youtube.com/c/ColetivoSalveKebrada

26/06, domingo, 20h –  Descompanhia (biu)tifol, em: https://www.youtube.com/channel/UCZ5zX1_gs8YVRAhc4P5puAA

27/06, segunda feira, 20h –  Descompanhia (biu)tifol, em: https://www.youtube.com/channel/UCZ5zX1_gs8YVRAhc4P5puAA

28/06, terça-feira, 20h –  Descompanhia (biu)tifol, em: https://www.youtube.com/channel/UCZ5zX1_gs8YVRAhc4P5puAA

29/06, quarta-feira, 20h –  Descompanhia (biu)tifol, em: https://www.youtube.com/channel/UCZ5zX1_gs8YVRAhc4P5puAA

30/06, quinta-feira, 20h –  Descompanhia (biu)tifol, em: https://www.youtube.com/channel/UCZ5zX1_gs8YVRAhc4P5puAA

Disponível online
01/07, sexta-feira, 20h – Descompanhia (biu)tifol, em: https://www.youtube.com/channel/UCZ5zX1_gs8YVRAhc4P5puAA

Por Casa 1

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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