Ao longo das dez faixas que compõem o repertório do disco, como numa estação de rádio do interior do Brasil, Gabeu passeia por diferentes vertentes da música sertaneja, desde o sertanejo raiz, com a viola caipira em posição de destaque, chegando até o sertanejo universitário, gênero de música popular mais ouvido no Brasil atual. A produção musical de Agropoc é assinada por Fabrício Almeida.

“Sou apaixonado por aquele sertanejo de pegada latina forte, é uma vertente que me agrada muito. Fora o estilo de interpretação, que vem muito também desse lugar dos cantores de rádio, uma

interpretação expressiva, com os Rs bem acentuados. Amo as canções de Cascatinha e Inhana e Milionário e José Rico”, comenta Gabeu, que também se diz influenciado pela dupla Alvarenga e Ranchinho, sobretudo quando ele pensa em cantores de rádio. “A forma como eles utilizavam o humor para interpretar, cantar, contar histórias e até fazer leituras sociais e políticas da época, tudo isso me marcou muito. Cito aqui a canção ‘Romance das Caveiras’, que é uma dessas canções que eu ouvia quando criança”, relembra o cantor.

É importante notar que, além da sonoridade, Gabeu estendeu suas variações criativas também para as letras que compõem Agropoc. Amores ingratos, sofrência, paixões avassaladoras, gandaias e bebedeiras, entre outros, atravessam o álbum de modo bem humorado, o que faz de Agropoc uma obra eficiente para dançar e cantar junto ao mesmo tempo. Ah, e pra quem pediu, Gabeu também entregou duas participações mais que especiais em Agropoc: Reddy Allor e Bemti, nas faixas “Queda D’Água” e “Bem Te Vi” respectivamente. 

Das 10 faixas que constroem o repertório de Agropoc, apenas uma não é escrita por Gabeu: “Cowboy”, uma versão criativa da Banda Uó. As demais são todas dele e foram compostas algumas na estrada – Gabeu mora em São Paulo, mas é de Franca, interior paulista -, outras em seus momentos de maior solitude em casa. 


“Meu público tem sido muito receptivo com cada lançamento, seja de música autoral, cover, participação em trabalhos de outros artistas. Isso tem me dado gás e cada vez mais vontade de mostrar o que eu vim preparando nesse tempo todo”, completa Gabeu sobre a realização e lançamento de Agropoc. “Espero que minhas letras façam meu público rir comigo, dançar comigo, chorar comigo, imaginar comigo, refletir comigo… Bato sempre nessa tecla, o álbum é diverso, nas composições isso não seria diferente. Então espero que as pessoas adentrem de fato cada narrativa e cada temática que eu decidi abordar neste projeto. Compor todas essas músicas foi uma enxurrada de emoções”, celebra um orgulhoso Gabeu.

Agropoc já está disponível nas principais plataformas digitais – acesse aqui.

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Por Casa 1

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