O projeto “Inumeráveis” é um memorial online dedicado à história de cada uma das vítimas do coronavírus no Brasil, obra do artista Edson Pavoni em colaboração com Rogério Oliveira, Rogério Zé, Alana Rizzo, Guilherme Bullejos, Gabriela Veiga, Giovana Madalosso, Rayane Urani, Jonathan Querubina e os jornalistas e voluntários que continuamente adicionam histórias ao memorial.

O site “é uma celebração de cada vida que existiu e que existe, e de como podemos entrelaçá-las para construir memória, afeto, respeito e futuro”, explica o texto do projeto comentando ainda porque da decisão de publicar todos os nomes das pessoas que perderam a vida por conta do vírus. “Como em todas as pandemias, pessoas tornaram-se números. Estatísticas são necessárias. Mas palavras também. Se nem todas as vítimas tiveram a chance de ter um velório ou de se despedir de seus entes queridos, queremos que tenham ao menos a chance de terem a sua história contada. De ganharem identidade e alma para seguir vivendo para sempre na nossa memória” explicam.

Cemitério N.S. Aparecida em Manaus. 13 das 20 cidades com maior mortalidade estão no Amazonas. (Foto: Fernando Crispim/Amazônia Real

Através do Memorial, familiares ou amigos respondem a um questionário sobre a vítima que é direcionado automaticamente para uma rede de jornalistas voluntários. Com base nas informações fornecidas, um dos jornalistas irá cria um Texto Tributo para cada vítima. “A escolha por uma rede de trabalho colaborativa não foi gratuita. Nesse momento tão duro, queremos sublinhar a força da empatia e da cooperação entre as pessoas. Vivos ou mortos, nunca seremos números”, pontuam.

Na tela inicial, uma lista com os nomes e uma frase podem ser clicadas direcionando assim para o texto falando sobre a vítima.

Até a publicação deste post na tarde de quinta-feira, 14 de maio, o levantamento feito pelo G1 com as secretarias estaduais de saúde contabilizou 13.555 mortes.

Acesse aqui o memorial Inumeráveis.

 

By Casa 1

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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