Dia 10 de setembro foi o dia internacional de Prevenção ao Suicídio e durante todo o mês a campanha do Setembro Amarelo aconteceu em diversas mídias e instituições, com a intenção de conscientizar as pessoas sobre a questão e levar informações sobre prevenção a pessoas que estão em sofrimento.

Ao longo de todo o mês vários debates e construções foram feitos, por isso, optamos fazer neste post um compilado com sites, artigos e cartilhas que reúnem informações e referências sobre o tema, com o intuito de fornecer de forma clara e prática alguns pontos de partida para começar o entendimento sobre a questão do suicídio e principalmente listar alguns pontos de apoio para quem está em sofrimento e em busca de ajuda.

Acreditamos na necessidade da continuidade de falar sobre sofrimento em todas as suas dimensões e na importância do projeto da Casa 1 no acolhimento de corpos que estão mais sujeitos às múltiplas violências, incluindo a auto-infligida.

Para quem está buscando ajuda:

Mapa Saúde Mental

Neste site é possível encontrar serviços públicos de saúde mental disponíveis em todo território nacional, além de serviços de acolhimento e atendimento

Acesse o site do Mapa Saúde Mental.

Plantão de Escuta Casa 1

Toda segunda-feira às 14h postamos um link em nossas redes sociais com as informações para a escuta da semana, que ocorrem todas às quartas e quinta-feiras das 18h e 20h. Esse espaço é recomendado como tentativa de aliviar angústias e buscar um encaminhamento mais pontual sobre as dificuldades que estejam sendo vivenciadas.

CVV

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

Acesse o site do CVV. 

Posvenção

Para quem está precisando de cuidados e apoio para lidar com o sofrimento e luto gerados pela perda de alguém por suicídio, este site compila as atividades e grupos que são oferecidos.

Acesse o site do Posvenção. 

Dicas para profissionais de cuidado/Para saber mais

O Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção ao Suicídio disponibiliza materiais diversos, desde manuais sobre como falar sobre a temática nas redes até produções de pessoas enlutadas por suicídio. Além de ótimas referências, o Instituto também conta com cursos, supervisões e atendimentos. Eles realizam também um grupo de apoio a sobreviventes que tem funcionado de maneira virtual durante a pandemia.

Acesse os materiais do Instituto Vita Alere.

Veja mais informações sobre o grupo de apoio a sobreviventes do Insituto Vita Alere.

 

A cartilha desenvolvida pela Fiocruz relaciona dados sobre Suicídio e Covid-19 e traz informações e dados gerais bem interessantes e didáticos para quem busca se informar sobre o tema.

Acesse a cartilha da Fiocruz.

 

Quando pensamos o suicídio em grupos minorizados, é preciso abandonar o entendimento unicamente de fatores individuais de proteção e passar a interpretar o fenômeno como de ordem social. A população indígena, a de jovens negros e a LGBT, por exemplo, apresentam índices muito mais altos de suicídio do que a população geral.

Os modos de sofrer desses grupos ultrapassam a individualidade e se constroem de maneira singular como um sofrimento a um tempo particular – porque vivenciado por aquele corpo – e universal – pois atualiza e reproduz nesse corpo o sofrimento causado pela violência e pela exclusão. Esse modo de pensar o suicídio como algo da ordem do sofrimento ético-político influencia diretamente na proposição de políticas públicas de prevenção e posvenção.

Nesse sentido, o cuidado deve ser centrado na compreensão de que existe uma necropolítica e pautado pela lógica antimanicomial e de atenção integral à saúde, bem como pelo combate ao racismo, à violência de gênero e classista e à LGBTfobia.

Dentro desse contexto, recomendamos o artigo do Thiago Bloss de Araújo: Suicídio LGBTQIA+: do sofrimento ético-político às políticas públicas de prevenção.

Acesse o artigo.

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Por Casa 1

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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