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 8 livros brasileiros LGBTQIAPN + de 2023 para ler em 2024 

Se você faz parte do grupo de pessoas que coloca como resolução de Ano Novo “ler mais livros” e fica perdido com o grande volume de exemplares nas prateleiras, vai adorar essa lista que fizemos para pessoas que querem ler mais, mas não sabem por onde começar.

Este conteúdo não tem intenção de rankear os livros, é apenas uma lista em ordem aleatória de livros com temáticas ou com autores LGBTQIAP+.

Se você leu algo que gostou muito e não encontrou aqui comenta pra outras pessoas também chegarem nesse conteúdo! 

Quarto Aberto – Tobias Carvalho

Relacionamentos abertos, aplicativos de paquera, exposição nas redes sociais: para os jovens de vinte e poucos anos, as opções de encontros amorosos e sexuais se multiplicam ao infinito, e Tobias Carvalho registra com primor literário essa revolução cotidiana.

Novas fronteiras das histórias LGBTI+ no Brasil – Tamires von Atzingen, Laila Guilherme, Bianca Oliveira

sta coletânea apresenta ao público um conjunto de 24 artigos inéditos sobre dimensões ainda pouco exploradas da história LGBTI+ no Brasil. A despeito de um notável crescimento no interesse pelo tema nos últimos anos, o fato é que a maior parte das pesquisas ainda tem se concentrado em períodos recentes, com foco no Sudeste brasileiro, e adotado recortes mais consagrados. Os estudos aqui presentes buscam, precisamente, suprir lacunas e evidenciar zonas de silenciamento e de invisibilização na literatura especializada, pois privilegiam momentos menos visitados desde o período colonial até a atualidade, adotam um recorte espacial que procura interiorizar e ruralizar os olhares e abordam temáticas que colocam em primeiro plano a vivência LGBTI+ em contextos de maior vulnerabilidade e precariedade

Meu irmão, eu mesmo – João SIlvério Trevisan

Em 1992, João Silvério Trevisan descobriu-se infectado pelo vírus HIV, e acreditava que teria pouco tempo de vida. A tragédia, no entanto, atinge Cláudio, seu irmão mais novo. Vítima de um câncer linfático, ele falece aos 48 anos. Neste romance autobiográfico impactante, Trevisan aborda a intensa amizade entre ele e seu irmão, compondo um quadro de impressionante veracidade sobre a perda.

Com uma narrativa poderosa e expressiva, Meu irmão, eu mesmo já nasce um livro fundamental de nossa literatura. Aqui, João Silvério Trevisan partilha com o público a experiência de amar e sobreviver até a última gota.

Um traço até você – Olívia Pilar

Em romance sensível, Olívia Pilar narra as lutas e as paixões de uma jovem negra em busca de um lugar no mundo

Lina tem quase tudo na vida. Estuda em uma das melhores universidades do país, mora em um bairro de classe média alta de Belo Horizonte e está sempre se divertindo com os amigos. Nos planos, faltam apenas o apoio dos pais para a carreira de ilustradora e o dinheiro para um sonhado curso de desenho no Chile.

Quando consegue uma vaga de estágio, ela acredita que está tudo resolvido. Apesar de não gostar de Administração, o projeto sobre inclusão e diversidade parece interessante. Mas Lina logo recebe olhares estranhos e tarefas que colocam sua capacidade em xeque. E talvez isso tenha a ver com a cor de sua pele.

Então seu caminho cruza com o de Elza, uma estudante do curso de Letras que traz em seus versos a importância da luta por uma sociedade mais justa.

À medida que se aproximam, Lina se dá conta de que o mundo a enxerga de uma forma que ela não imaginava, e precisa buscar em seu lado artístico a força para construir sua identidade. Juntas, Lina e Elza vão confrontar seus medos, suas inseguranças e viver uma história de amor inesquecível.

Um traço até você é uma narrativa arrebatadora e sensível sobre autodescoberta, os desafios da vida adulta e o que significa ser jovem, negra e audaciosa em um mundo que deslegitima seu direito de ocupar todos os espaços.

A gente se vê na Parada – diversos autores

O que Azad, Milena, Nicolas, Íris, Odara e Romário têm em comum? Todos estão em São Paulo na data mais colorida do ano. Por força do destino, os seis passarão pela Avenida Paulista no dia 11 de junho, quando viverão os momentos mais transformadores de suas vidas.

Em seis contos emocionantes, os autores Abdi Nazemian, Ariel F. Hitz, Arquelana, Mariana Chazanas, Pedro Rhuas e Ryane Leão apresentam histórias que celebram as inúmeras formas de amor e os múltiplos encontros da comunidade queer durante a maior Parada do Orgulho LGBTQIAP+ do mundo.

Nunca vi a chuva – Stefano Volp 

Se todos acham que você tem a vida perfeita, como seria justamente você a discordar? De Stefano Volp, uma das vozes mais potentes e brilhantes da nova geração de autores nacionais, Nunca vi a chuva convida o leitor a entrar no diário e na mente de Lucas, um jovem em busca do próprio caminho em um mundo ao qual parece não pertencer, não importa o quanto tente.

Em teoria, Lucas parece ter a vida perfeita. Adotado por uma família rica, ele mora em Portugal, tem amigos e uma namorada que ama. Mas se não há nada do que reclamar, então de onde vem esse vazio que não consegue evitar sentir? Quando as brigas com os pais e uma desilusão amorosa o levam a um limite do qual já se aproximava a passos largos, o jovem decide que não há mais motivo para viver.

Prestes a tomar uma decisão da qual não há retorno, uma mensagem em seu celular o faz repensar tudo: um vídeo de alguém idêntico a ele, exceto pelo fato de ter uma deficiência visual. Incrédulo com essa reviravolta, Lucas resolve abandonar a vida em Portugal e partir rumo ao interior do Rio de Janeiro atrás de respostas sobre quem é o seu gêmeo e o que isso pode revelar sobre seu passado.

Escrito em forma de diário a partir do olhar e da narrativa inconfundíveis de Stefano Volp, um dos grandes novos nomes da literatura brasileira, Nunca vi a chuva é um relato intimista e profundo de um jovem descobrindo seu caminho e seu lugar no mundo.

Foi um péssimo dia – Natalia Borges Polesso

“Era o final dos anos 80, e tudo isso era normal. Pessoas levavam a filha das outras para casa sem avisar, crianças passeavam na caçamba dos carros, ninguém usava cinto de segurança, ansiedade era coisa que se curava com chinelada e/ou benzedura. E o mais maluco de tudo: existia uma bala assassina, a terrível e deliciosa bala Soft.”

Nesse universo tão real quanto imaginativo, Natalia Borges Polesso apresenta duas histórias que trazem um olhar sensível sobre a passagem da sua própria infância para a adolescência. A relação com o irmão mais novo, o possível divórcio dos pais, os afetos pelas amigas e até a melhor forma de manejar um tchaku: tudo pode rapidamente se transformar em dilemas e inseguranças. À medida que as situações vêm à tona, a pequena Natalia vai descobrindo que compreender sentimentos é tatear no escuro e que aprender a tratar das próprias complexidades pode ser justamente o que faz ecoar a individualidade.

Eu, Ela & Ele – Diego Nascimento

Em Eu, Ela & Ele, os capítulos embalados por conhecidas canções revelam uma narrativa dramática e ambiciosa de amor, esperança, erros, orientação sexual, saúde mental e dependências químicas, levando os leitores a uma conexão com a empatia humana e a uma conclusão um tanto… intensa: siga sua intuição, a emoção e a razão. Não há como dar errado.

EU, Vítor, tenho uma vida perfeita: o trabalho dos sonhos, reconhecimento social e uma noiva incrivelmente linda e parceira. Só que a vida começa a ficar mais complicada do que nunca quando outros olhos castanhos começam a tirar o meu sono.

ELA, Emma, costuma ver a vida de forma muito racional, e consegue deixar a emoção de lado quando necessário. Ela vive o amor que sempre sonhou ao lado de Vítor, porém, uma avalanche deixou as coisas fora de ordem quando seu noivo fez uma confissão.

ELE, Adam, já sofreu muito preconceito por ser gay. Logo, ele prefere viver às escondidas e não falar sobre sua identidade. Ele já está sem esperanças no futuro quando conhece Vítor e uma sensação estranha em seu estômago faz tudo mudar.

Foto de capa: Foto de Alexandra Fuller na Unsplash

Taubateana e Jornalista.

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