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“Amor e outras Revoluções”, peça inspirada em obra de bell hooks, chega a São Paulo

A partir da história de amor entre duas mulheres negras, espetáculo reflete sobre esse sentimento de maneira plural

Após fazer temporadas no Rio de Janeiro, a peça Amor e outras Revoluções, de Tati Villela, desembarca em São Paulo. Livremente inspirada no texto ‘’Vivendo de amor’’, de bell hooks, o trabalho pode ser visto no Sesc Ipiranga entre os dias 26 de abril e 19 de maio, com sessões às sextas e sábados, às 20h, e, aos domingos e feriados, às 18h. Ainda acontecem apresentações no dia 1º de maio, quarta-feira, às 18h, e no dia 2 de maio, quinta-feira, às 20h. 

“Nossa peça toca amores distintos, não somente amores negros. Não estamos deixando de lado as questões raciais, estamos apenas mudando o ponto de vista para falarmos sobre amor”, conta Tati Villela, que, além de assinar o texto, atua ao lado de Mariana Nunes.

Na trama, Aynah e Luzia estão de casamento marcado, mas ainda têm dúvidas se estão preparadas para dar esse passo. Uma viagem em suas próprias histórias ocupa o centro da cena e as fazem iniciar suas verdadeiras revoluções a respeito do amor e da falta dele.

“As protagonistas enfrentam dilemas comuns a qualquer casal. Por isso, as pessoas saem muito tocadas do espetáculo”, afirma Mariana. A personagem dela, Luzia, por exemplo, está vivenciando uma fase difícil da carreira. Ela faz um doutorado em Ciências Sociais e Políticas Públicas, mas naquele momento não ganha nenhuma bolsa e, por isso, está sem renda.

“Ao mesmo tempo, ela sonha em se casar com a Aynah e ter um filho adotado, mesmo não se sentindo pronta financeiramente para isso”, acrescenta. Já a sua companheira está em outro momento da vida.

Aynah é uma jovem moradora da periferia que acabou de ganhar um cargo de liderança, mas sempre sente que não é bem-vinda naquele ambiente. “Nós falamos muito sobre o trabalho e sobre como o racismo estrutural nos prejudica. A partir desses dilemas, as duas refletem sobre as suas existências, seus traumas, sonhos e o que pensam sobre a construção de uma família”, comenta Tati.   

Por meio deste trabalho, a autora pretende também dar protagonismo aos afetos que existem no subúrbio. “Eu tive uma infância muito amorosa e isso se reflete em quem eu sou hoje. Quero que as pessoas vejam como o amor também se instala no cotidiano da periferia”, completa.  

Evolução constante 

Amor e outras Revoluções está em sua terceira temporada e tem se modificado ao longo do tempo. As atrizes optaram por não ter um diretor ou uma diretora e sim convidar colaboradores para contribuírem com o processo. 

A preparadora vocal Claudia Elizeu foi a responsável por dar um novo peso às cenas musicais. Já a entrada de Guilherme Gomes na preparação de movimento tornou o corpo das intérpretes mais presente, mais desenhado e mais vivo. 

Mesmo as projeções, que complementam a narrativa, passaram por mudanças. Hoje, com a parceria de Juh Almeida na direção de vídeos, elas ganharam um caráter mais cinematográfico. “A essência da nossa peça está lá, mas estamos sempre pensando em novos elementos e testando cenas”, afirma Tati.  

Sinopse

Aynah e Luzia estão de casamento marcado e ainda possuem dúvidas se se casam ou não. Uma viagem em suas próprias histórias ocupa o centro da cena e as fazem iniciar suas verdadeiras revoluções a respeito do amor e da falta dele.

SERVIÇO

Amor e outras Revoluções

De 26 de abril a 19 de maio de 2024, às sextas e sábados, às 20h, e aos domingos e feriados, às 18h
Sessões: quarta-feira, 1º de maio, às 18h, e quinta-feira, 2 de maio, às 20h

> Dia 10/05, sexta, às 20h haverá sessão com acessibilidade (LIBRAS)

>> Dias 18/05, sábado, às 20h e 19/05, domingo, às 18h as sessões participam da Virada Cultural e são gratuitas (distribuição de ingressos sábado 18/05, às 12h (online) e 16h (nas unidades do Sesc)).

Local: Sesc Ipiranga – R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga

Ingressos: R$50 (inteira), R$25 (meia-entrada) e R$15 (credencial plena)

Classificação etária:  12 anos
Duração: 70 min
Instagram oficial https://www.instagram.com/amoreoutrasrevolucoes/

Foto de capa: Divulgação/ Charles Pereira

Fundada em 2017, a ONG Casa 1 possui uma República de Acolhida, um Centro Cultural e uma Clínica Social. Tudo junto, pela comunidade LGBTQIAPN+! Aqui neste espaço nos dedicamos a produção de conteúdos relevantes e de qualidade sobre e para a comunidade, algo fundamental em tempos de desinformação.

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