Bruno Oliveira, 34 anos, é educador e doutorando em artes visuais pela UFMG. É coordenador do Centro Cultural da Casa 1. Criada em 2017 no bairro da Bela Vista, em São Paulo, a Casa 1 atua como centro de acolhida para jovens LGBT+ expulsos de casa, clínica social e, também, um centro cultural aberto e gratuito para todos (durante a pandemia, a programação deste último migrou para a Internet). “A Casa 1 é um espaço que busca atender e acolher esses jovens de forma digna promovendo, também, sua autonomia”.

O projeto consegue acolher até 20 jovens por um período de quatro meses. O objetivo é ser uma casa temporária, realizando um trabalho multidisciplinar para que os e as jovens acolhidas desenvolvam autonomia para estabelecerem suas trajetórias a partir de sua estada. “Uma questão que, para nós, é bastante importante, é o trabalho de base, é estarmos com as portas abertas para todo mundo e ser um espaço de educação, de escuta, de acolhida. Isso é superimportante nessa perspectiva de construir espaços de diálogo para outras comunidades possíveis”.

Além da moradia, alimentação e transporte, as pessoas acolhidas recebem suporte de assistência social para organização de documentações, apoio nos processos de continuidade ou retomada dos estudos, empregabilidade, atendimentos de saúde clínica e mental, assim como acesso à toda programação do centro cultural. “Mas nesse cenário de pandemia tivemos que mudar um pouco o nosso contexto de atuação”, explica Bruno. “Temos feito atendimentos de assistência social e de apoio às famílias do bairro e mesmo às pessoas LGBT que constituem a rede da casa. Nosso desafio é conseguir oferecer algum suporte para as pessoas da nossa rede nesse contexto crítico de pandemia”.

Bruno Oliveira é um dos convidados do terceiro bate-papo do projeto Vozes do Centro, que acontece na terça-feira, 25, às 19h, com transmissão ao vivo pelo Youtube do Sesc Consolação. Junto com ele estarão Priscila Nunes (do Coletivo Trans Sol) e Alberto Silva (da Casa Florescer). 

Por Casa 1

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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