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Exposição online “As Máscaras que Hábito” apresenta obras de artistas LGBTQIAPN+ emergentes

O projeto As Máscaras Que Habito, com criação e curadoria de A TRANSÄLIEN, consiste numa experiência imersiva de investigação do ser em seu universo interior, com a finalidade de potencializar poéticas e práticas em favor da confecção de uma psicologia entre obra e artista, arte e vida. A partir de atividades coletivas conduzidas ao longo do Laboratório Online mediado pela curadora, realizado entre Julho e Agosto via zoom, um grupo de sete artistas selecionados por chamada pública desenvolveram suas habilidades artísticas diante do resgate e reconfiguração de suas memórias e experiências para a criação de obras de arte acerca da compreensão de cada artista sobre si mesmo. Os trabalhos compõem a exposição virtual com abertura no dia 24 de Novembro no site atransalien.art 

Os artistas que fazem parte do projeto e apresentarão seus trabalhos na mostra são Agüa Yayu (PB), Cida Gloss (PE), ewa nïara (CE), Kay Okan (BA), Lee Teófilo (BA), Tempuh Carvalho (GO) e Zwanga Nyack (CE). O processo ainda contou com Oficina de Elaboração de Trabalhos Artísticos e orientação de Ian Habib, criador do Museu Transgênero de História e Arte (MUTHA).

“Refletir sobre quem se é exige coragem e generosidade. Abertura e vontade. Profundos mergulhos em dor, calor, calafrios e gozo. Entre os fins e recomeços habita a mais pura essência do ser que se faz e refaz no movimento contínuo dos ciclos, da mudança. No desejo de fazer caber mais mundos. O que se pode observar aqui são gestos de composição; registros de tempos particulares de transmutação.’’  afirma A TRANSÄLEN no texto curatorial.

A iniciativa surge como desdobramento das investigações da multiartista em seus diversos segmentos de atuação no campo das artes e cultura, unindo atravessamentos individuais e coletivos para fomentar artistas LGBTQIAP+ emergentes. 

Sobre a curadoria e artistas

A TRANSÄLEN
Corpa híbrida transitando entre a utopia e o mistério, A TRANSÄLIEN é multiartista, produtora cultural, curadora, corpo-espetáculo, DJ, idealizadora da Coletividade MARSHA! e articuladora pelos direitos das pessoas Trans e Travestis no Brasil.
Desde 2015 Ana Giselle dá vida A TRANSÄLIEN, sua primeira grande criação: uma (id)entidade que utiliza de máscaras como dispositivos de transmutação às infinitas faces, uma estratégia para driblar o domínio do inteligível em favor da liberdade de brilhar outras formas de presença.

Agüa Yayu – São Mamede / PB – 25 anos

Artista Multimídia não-binarie do sertão da paraíba, nascida e criada no Vale do Sabugi, sua pesquisa investiga formas e questionamentos acerca da criação de memórias e do desdobramento do discurso de gênero, preservação ambiental e espiritualidade, em meio a instituição de arte e natureza.

Cida Gloss – Recife / PE – 21 anos

Multiartista não-binarie nascida na cidade do Recife, aprendeu a se virar diante de toda precariedade e violência que ameaçam sua existência. Produz arte como ferramenta de hackeamento e resistência. Vem atuando em diversas frentes da arte e moda, tais como design, auxiliar de stylist, iluminação e produção, maquiadore, produção cultural, social media e performance. 

ewa nïara – Fortaleza / CE – 25 anos

Artista transmídia e pesquisadora; territorializada em Fortaleza, Pindorama. Lança feitiços nas artes visuais, design, teatro, audiovisual, performance, moda, poesia e outras linguagens que sua corpa atravessa. Bacharela em Design-Moda (UFC) e mestranda em Antropologia Social pelo Museu Nacional (MN/UFRJ). Realiza estudos interseccionais de (trans)gênero, raça y classe, tecendo arte-pesquisa-política sobre construção de (pós)identidades e corpas transvestigêneras negras-nativas.

Kay Okan – Ipirá / BA – 23 anos

Multiartista mergulhando em processos de criação contínuos e ancestrais, parte do coletivo Afrobapho, transpondo arte, cultura e educação enquanto ferramentas de transformações sociais, cruzando as encruzilhadas que a sua identidade cria nos tempos presentes.

Lee Teófilo – Ilhéus / BA – 29 anos

Baiano radicado em Berlim, Lee Teófilo é artista plástico e joalheiro. Estudou Cinema e Audiovisual na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia onde se aprofundou e realizou atividades relacionadas a Figurino e Cenografia. Em sua passagem por São Paulo atuou na política de redução de danos produzindo joias de uso individual a fim de diminuir o estigma sobre pessoas usuárias de drogas recreativas e aumentar a segurança das mesmas. Integrou a coletividade. NÁMÍBIÀ, onde produziu eventos, figurinos, e gerenciou artistas negres da cena de música eletrônica nacional.

Tempuh Carvalho – Goiânia / GO – 28 anos

Tempuh Carvalho é artista do corpo e das artes visuais. Desde 2020 experimenta a criação e concepção de fotoperformances, colagem digital, fotografia e videodança. Tem buscado, por meio desses cruzamentos, borrar a fronteira do humano, dando voz ao que não é imaginado/visto/presentificado. Reaver a vida partindo de suas próprias mortes.

Zwanga Nyack – Maracanaú / CE – 26 anos

Antropóloga, professora de sociologia em cursinhos pré-vestibulares populares, arte-educadora, produtora cultural, poeta, artista visual, contadora de histórias afro-ancestrais, performer e reontologizada em Kaviungo e Ndandalunda. Atua na valorização de sua ancestralidade afrikana, em especial a de origem bantu, e na ancestralidade indígena, que vem sendo retomada a partir da ave marakanã.

Ficha Técnica

Concepção, direção, facilitação e curadoria: A TRANSÄLIEN
Produção Executiva: Thabata Wbalojá
Webdesigner: Rodrigo Menezes
Artes: Fefa

Serviço

As Máscaras que Habito
https://atransalien.art/
Abertura: 24/11/2022
De 24/11/2022 a 24/11/2023
Acesso Gratuito

Foto de capa: Lee Teófilo

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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