Assinado pelo dramaturgo Márcio Telles, da Companhia Odara, e com direção de Marcelo Drummond “Madame” é o novo espetáculo teatral do Oficina. O monólogo de Madame Satã, figura emblemática da noite carioca, é interpretado pelo próprio Márcio.

Madame foi uma personalidade que contestou a forma que grupos minoritários eram socialmente excluídos e também ficou marcada pelas suas controvérsias e pelo estilo de vida considerado boemio, sempre com figurinos lotados de plumas e paetês.

Na peça, Madame ocupa o Oficina, de forma não linear, fazendo reverberar a voz de contestações sociais como o racismo, a LGBTfobia, a intolerância religiosa e a identidade de gênero.

Em 2010, durante um ano de temporada com peças do Oficina, começamos a construir as camadas desse personagem que agregava todo o elenco e quando voltamos para São Paulo encarávamos esse personagem, quase uma entidade nas festas do terreiro que o Márcio dirige. O interessante é que quando resolvemos montar o monólogo, não precisamos de muitos ensaios, pois o Márcio já tinha tomado posse desses sotaques de Madame. Só cabia arrumar luz, o tempo das coisas. O próprio Oficina tem o lema de dizer que não somos corpos físicos, somos corpos mutáveis. Essa montagem ilustra bem esse pensamento, diz Drummond.

SERVIÇO:

O que? MADAME

Quando? 14 de março a 28 de março (Segundas-feiras às 21h)

Onde? Teatro Oficina, Rua Jaceguai, 520 – Bixiga

Duração: 90 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Valor: 50,00 inteira – 25,00 meia

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FICHA TÉCNICA:

Autoria e atuação: Márcio Telles
Direção: Marcelo Drummond
Produção executiva: Diego Dionísio
Direção de Cena: Elisete Jeremias
Cenografia: Tádito Produção
Assistente de Produção: Anderson Vaz e Robson Silva
Direção musical: Ito Alves
Preparação Vocal: Rafaela Romam
Piano: Rodrigo Jubeline
Percussão: André Santana
Iluminação: Luana Della Crist e Pedro Felizes
Assessoria de Imprensa: Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo
Imagem: Jennifer Glass

Por Casa 1

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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