Desde 2003 que a Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo acontece, em suas últimas edições, sempre no sábado que antecede a Parada do Orgulho LGBT. A Caminhada surge como uma forma potente de ecoar as demandas específicas das mulheres dentro do movimento sejam elas bissexuais, lésbicas, trans, travestis, negras, PCD e todas as singularidades que atravessam essas vivências.

Em contraponto com a Parada LGBT, a Caminha de Mulheres Lésbicas e Bissexuais é realizada de forma autônoma, sem uma associação nomeada para a gestão, sem articulações e relações institucionais e sem apoio de empresas, pois entendem a importância dessa autonomia para o compromisso com as pautas políticas que movem a Caminhada.

Em 2020 por conta do cenário de pandemia de Coronavirús, foram necessárias várias adaptações para que o evento acontecesse on-line. Desde o começo do isolamento social, promoveram lives com debates urgentes para o momento como “O Impacto do isolamento Social na vida de mulheres lés, bi cis e trans”. Já no dia 18 de junho a organização do evento lançou o Manifesto que norteia as ações desse ano, o documento que foi apresentado em lido em live, foi escrito e assinado por mulheres negras, indígenas, imigrantes, mães, com necessidades especiais, trans, travestis como fazem questão de ressaltar. Para esse ano o mote, frase que simboliza e sintetiza as principais pautas abordadas, é: “Contra Política da Morte, Mulheres Lésbicas e Bissexuais Resistem ao Fascismo e ao Racismo”.

O texto do Manifesto discorre ainda sobre o apagamento no contexto social e político das pautas de mulheres e a violação de seus direitos que está instaurada de maneira estrutural e sistêmica, trata também do contexto enfrentado diante da crise de Coronavírus acompanhada da crise política no país, que atinge de maneira particular as mulheres, o que pode ser evidenciado pelo crescimento dos números de caso de violência contra mulher, dentre outros indícios e desafios que esse cenário apresenta. O documento termina com exigências de políticas públicas, igualdade, inclusão e democracia, reiterando que é inaceitável a instauração de movimentos e políticas facistas, racistas e lesbo, bi transfóbicas.

A edição desse ano vai contar com três dias de programação com direito, a webnário, sarau e CineSapatão.

Confira a Programação:

25/06 – Quinta-feira

20h | Live sobre afetividades plurais entre mulheres com Walkiquia Rosa e Leona Wolf.

27/06 – Sábado

16h – 17h30 | Webnário – História de luta do movimento de mulheres lés e bis.

Dentre outros temas vão tratar sobre a própria trajetória da Caminhada.  Vai contar com a participação de Ana Carla Lemos, Márcia Balades e Irina Bastos com a mediação de Iara Viana.

17h30 – 19h| Sarau

As inscrições estão abertas até o dia 24/06 (Corre que ainda dá tempo, você pode se inscrever clicando aqui).

28/06 – Domingo

16h| Cine Sapatão

Vão ser exibidos os filmes “Sair do Armário” e “Periféricos” e acontecerá o debate com as diretoras.

18h| Lançamento do Vídeo Caminhada

Exibição do vídeo simbólico da 18ª edição da Caminhada de Mulheres Lésbica e Bissexuais de São Paulo.

 

Coloque na agenda, prestigie e fortaleça.

Mais detalhes você confere nas redes da Caminhada (Facebook, Intagram, Evento)

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Foto que ilustra o post: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

By Casa 1

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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