Era início dos anos 80, quando a primeira pessoa foi diagnosticada com o vírus HIV no Brasil. “Peste-Gay”, assim foi chamada por muitos meios de comunicação, uma doença que é sexualmente transmissível por e para qualquer pessoa. Pessoas gays e travestis foram mortas, algumas por complicações do HIV e sua evolução para AIDS, mas muitas outras pelo preconceito e exclusão social. 

Quatro décadas se passaram, muitas pesquisas e medicamentos chegaram, mas a desinformação continua afetando aqueles que foram e são infectados com o vírus, diariamente. Em 2019, 41.919 novos casos de HIV e 37.308 casos de Aids foram registrados no Brasil.

Na websérie “O Som das Décadas”, Drew Persi, Diego Kraustz e Thais Renovatto, abordam de forma delicada e empática, o impacto de descobrir-se PVHIV em cada uma das décadas desde a descoberta e boom no Brasil. Em cada um dos capítulos, “O Silêncio”,” A Fala”,” A Escuta” e “O Grito”, eles dramatizam uma cena e trazem potentes reflexões sobre os medos, mitos e verdades que existem em torno da doença.

O que torna a série tão especial é acompanhar três pessoas com diferentes vivências, e que são PVHIV, a quebrarem o estereótipo de que a transmissão do vírus afeta somente a comunidade LGBT+ e que ser uma pessoa soropositiva impossibilita de ter uma vida saudável.

Este é um documentário que acolhe os impactados, direta ou indiretamente, enquanto busca conscientizar a população brasileira. Um convite a escutar aqueles que querem falar.

A websérie estreou no dia 01 de junho, e a cada dia um episódio novo é lançado um novo episódio totalizando 4 episódios que podem ser assistidos aqui.

No dia 5 de junho, os idealizadores do projeto Diego Kraustz, Drew Persi e Thais Renovatto, farão uma live de encerramento em seus respectivos perfis no Instagram, e juntos irão compartilhar como foi esse processo, tirar dúvidas e conversar abertamente sobre a luta diária para essa quebra de barreiras e preconceitos.

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Por Casa 1

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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