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Artista ‘a Andrógina’ faz residência artística no Hermes Artes com roda de conversa

A artista Lana Moraes, conhecida como ‘a Andrógina‘, é artista, mulher trans e ocupa atualmente  a residência do Hermes Artes Visuais localizado em São Paulo, Pinheiros.

O lugar é atêlie de algumas artistas, entre elas Carla Chaim, e oferece o curso de acompanhamento artístico desenvolvido por Nino Cais, Marcelo Amorim e Carla Chaim. O Hermes possui um programa de residência para artistas do mundo todo, onde eles podem fazer imersão no espaço e realizando o encerramento da residência com um projeto expositivo e roda de conversa.

Esse será um dos primeiros eventos presenciais realizados depois de 2 anos com eventos on-lines (seguindo o protocolo de segurança, como o uso de máscara).

Desde a leituras de obras de Judith Butler à artland de Robert Smithson, Lana trata da organização de um exercício de territorialização sobre a historicidade de sexo, gênero, sexualidade, identidade e tudo que orbita a construção social dx corpx (di corpi) como espaço a ser mapeado a partir de conceitos, como topografia por meio do que a artista chama de Plataforma de Pesquisa e Arte a ANDRÓGINA (PAPA) que tem como compromisso estudar essa condição social “extra-binária”, para interceptar ou hackear tais espaços e identidades tidas como dissidentes e pelas atuações artística e social, que têm como suporte a pesquisa arqueológica e subversiva das propriedades da carne e do Estado.

Na residência a artista traz parte de sua produção e desenvolve outras peças a partir da imersão da residência uma série inédita, fruto do estudos que vem desenvolvendo e para este evento que será a céu aberto, com a seleção especiais alinhadas com técnicas de colagem a partir de noções sobre gravura, traduzido em particular pelo uso constante de uma forma que se assemelha a uma linha, e que ela muitas vezes chama de corpx (lê-se corpi) ou topografia, justamente por sua pesquisa levar ao que ela chamou de “morte da linha”, vendo a linha como materialização do discurso binário e sexista, que divide masculino e feminino e declara a linha como “espaço entre” que se alimenta de extremidades, mas produz políticas próprias e logo um lugar de legitimidade a identidade tidas como dissidentes.

O encerramento da residência será no próprio Hermes, localizado em Pinheiros, onde a artista apresentará um projeto expositivo e no final uma roda de conversa, falando um pouco mais sobre sua pesquisa e promovendo um lugar de trocas.

Serviço

Onde: Hermes artes Visuais (Rua Hermes Fontes,167)

Quando: 28/10

Para mais informações: (11) 97035-1420 (tratar com Lana)

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