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23 personagens LGBT das telenovelas para rever durante a quarentena

23 personagens LGBT das telenovelas para rever durante a quarentena

Sejamos sinceros: a teledramaturgia não é o melhor dos espaços quando se trata de representação LGBT, porém temos acompanhado um avanço em relação a construção das personagens. Além disso, talvez o produto de maior impacto na cultura brasileira, mesmo com suas problemáticas, nos presenteou com boas figuras (alguns até deixaram uma saudadezinha) e ajudaram bastante nos debates de gênero e orientação afetiva-sexual por muitos motivos.

Fazendo essa lista inclusive notei que grande parte dos personagens selecionados, por considera-los importantes (seja por serem bons personagens ou por marcarem história), foram muitas vezes as únicas coisas que se salvaram em novelas medianas ou ruins.

Por isso listamos aqui 23 personagens para rever durante a quarentena, elencados por quando foram ao ar, dos mais recentes, para os mais antigos:

1. Britney – “A Dona do Pedaço”

Considerada por muitos como um deserviço (como a maioria dos caricatos personagens criados por Walcyr Carrasco diga-se de passagem), Britney ganhou pontos por ter uma atriz trans em um papel de destaque na cultuada novela das 21h da Rede Globo. De quebra, ainda deu para sua interprete, Glamour Garcia, alguns prêmios, como o de atriz revelação no “Melhores do Ano”.

Você pode rever “A Dona do Pedaço” aqui.

2 e 3. Guga e Serginho – “Malhação – Toda Forma de Amar”

João Pedro Oliveira e Pedro Alves em “Malhação – Toda Forma de Amar”

A dupla Guga e Serginho fez bonito na temporada “Toda Forma de Amar” da eterna novela teen “Malhação”. Além apresentar o despertar da sexualidade, a trama do casal abordou ainda intolerância familiar e os recortes de raça e classe. Destaque para Pedro Alves, interprete de Guga que revelou ser bissexual com a maior naturalidade que o tema merece e não matou absolutamente nenhum membro de nenhuma família tradicional com isso.

Para rever basta clicar aqui.

4 e 5. William e Pablo – “Bom Sucesso”

Pablo Sanches (Rafael Infante) e Willian (Diego Montez), o casal gay fofura de “Bom Sucesso”

O casal Willian e Pablo foram com certeza um dos mais divertidos e fofos da teledramaturgia e “Bom Sucesso”, e diga-se de passagem, foi uma das melhores novelas a abordar tanto orientação afetiva sexual quanto identidade de gênero (com personagens que vamos falar mais pra frente). Dos pontos a se celebrar com o casal, tivemos beijinho já no começo da trama, beijão no final, brigas e descasos por futilidades comuns entre homens gays, até o fato de Pablo ser “galã de novela”e mesmo assim ter se assumido publicamente. Ah, e o Diego Montez também é assumidamente gay.

Você pode rever “Bom Sucesso” aqui.

6. Michelly – “Bom Sucesso”

Gabrielle Joie como Michelly em “Bom Sucesso”

Se Britney pecava por excessos e caricatura, Michelly ganhava pela naturalidade e fofura. Ainda que um personagem menor em relação a colega das 21h, Gabriella Joie brilhou com o texto inspirado que lhe foi entregue. Em sua trajetória teve, desde problemas com banheiro da escola, até transfobia direta por parte de outros personagens, no entanto suas cenas eram sempre bem resolvidas sem se tornar um bicho de sete cabeças. Quase um mundo ideal, e funciona muito bem devido ao didatismo da novela. Pontos para representatividade trans e para Joie que queremos rever muitas vezes na telinha.

7. Glaucia – “Bom Sucesso”

Shirley Cruz como Glaucia em “Bom Sucesso”

Glaucia foi coadjuvante do elenco de apoio da trama das 19h da Rede Globo infelizmente, tendo em vista o potencial de Shirley Cruz, que estreou como atriz nos cinemas com “Cidade de Deus” e esteve no premiado em Canne “A Vida Invisível”. Porém, mesmo em um papel pequeno Glaucia teve bons momentos na trama, levemente sarcástica e muito pé no chão, trazia pontos de empoderamento feminino negro e fez até uma apaixonante declaração para a poetisa Elisa Lucinda.

8 e 9 – Luccino e Otávio – “Orgulho e Paixão”

Capitão Otávio Mastronelli (Pedro Henrique Müller) e  Luccino Pricelli (Juliano Laham) em “Orgulho e Paixão”.

Corre por aí que novela das 18h é novela para senhorinha dona de casa assistir enquanto tricota ou prepara o jantar, por isso suas tramas são sempre mais suaves e românticas, dessa forma “Orgulho e Paixão” foi uma receita de sucesso ao trazer a história das protagonistas dos romances de Jane Austin e para nossa surpresa as tais velinhas bem que torceram por Luccino e Otávio que depois de muito drama acabaram até dando um famoso beijo de novela. Uma gracinha.

Você pode rever “Orgulho e Paixão” aqui

10 e 11. Lica e Samantha – “Malhação – Viva a Diferença’

Manoela Aliperti e Giovanna Grigio shipadissímas em “Malhação – Viva a Diferença”.

Desde que foi lançada “Malhação” é uma espécie de termômetro da Rede Globo para abordar temas considerados tabus e também para testar atores e atrizes para suas outras produções. Na edição de 2017, inovou ao trazer cinco protagonistas, ao contrário das décadas de mocinha + mocinho + vilão + vilã. Sorte a nossa que pode acompanhar uma trama deliciosa criada pelo Cao Hamburguer (que também trouxe ao mundo o eterno Castelo Ra-Tim-Bum). Na trama, Lica, a ótima Manoela Aliperti que fez sua estreia na igualmente boa série “Três Teresas” de 2013,  se apaixona por Samantha defendida pela competente Giovanna Grigio que buscou no papel uma forma de se distânciar da novelinha “Chiquititas” que protagonizou entre 2013 e 2015.

Você pode assistir “Malhação – Viva a Diferença” na própria rede globo que está exibindo um compacto da novela durante a quarentena ou então neste link.

12. Ivan – “A Força do Querer”

Carol Duarte em cena de “A Força do Querer”.

Tão equivocada quanto Walcyr Carrasco ou Agnaldo Silva no campo da representação LGBT, Gloria Peres cometeu uma série de enganos na trama de “A Força do Querer”, em especial na personagem do ator Silverio Pereira. No entanto, mesmo com a escolha de uma mulher cis para interpretar um homem trans, fez até a mais das carolas senhoras e senhores falar sobre transexualidade e foi bastante didática ao explicar os processos de transição e que orientação afetiva sexual é algo completamente separado da identidade de gênero. Destaque para interpretação de Carol Duarte, que faz parte da comunidade e é orgulhosamente lésbica.

Você pode rever “A Força do Querer” aqui.

13 e 14. André e Tolentino – “Liberdade Liberdade”

Caio Blat e Ricardo Pereira na novela das 23h “Liberdade, Liberdade”.

Ainda que muito afetados, tanto Andre (Caio Blat) para mais, quanto Tolentino (Ricardo Pereira) para menos, o casal entrou para história da TV por protagonizar a primeira cena de sexo entre pessoas do mesmo sexo e foi de tirar o fôlego.

Você pode rever “Liberdade ,Liberdade” aqui.

15. Max – Totalmente Demais

Pablo Sanábio em “Totalmente Demais” exibida novamente na Globo.

Max foi mais um dos tantos personagens gays da moda com um bordão, no entanto, graças ao texto delicioso da dupla Paulo Halm e Rosane Svartman (e equipe, claro) Pablo Sanábio teve cenas excelentes. Uma fofura. Vale lembrar que Sanábio também é gay na vida real, casadíssimo com uma filha linda de tudo e também arrasa como Charles na espetacular série “Sob Pressão”.

Você pode assistir “Totalmente Demais ” na própria rede globo que está exibindo um compacto da novela durante a quarentena ou então neste link.

16 e 17. Teresa e Estela – “Babilônia”.

Nathalia Timberg e Fernanda Montenegro em “Babilônia”.

“Babilônia” foi uma das maiores bombas das últimas décadas e apesar de Fernanda Montenegro ter falado que o motivo foi o seu beijo com a companheira de tela Nathalia Timberg e pelo elenco composto de muitos atores e atrizes negras. A bem verdade é que tudo era um caos: o texto era pouco inspirado, a direção frenética de Dennis Carvalho beirava o descontrole, a química entre o casal de protagonistas (Camila Pitanga e Thiago Fragoso) era inexistente. No entanto foi lindo ver a relação do casal de senhoras que estavam juntas à décadas.

Você pode rever Babilônia aqui.

18. Junior- I Love Paraisópolis

Frank Menezes em “I Love Paraisópolis”

“I Love Paraisópolis”é uma daquelas novelas meio esquecíveis, porém gostosinhas de serem assistidas e nos deu um dos melhores personagens gays das novelas: Junior, interpretado pelo excelente Frank Menezes. Repetiu o clichê “mordomo gay”, como o célebre, porém insustentável Clô da pavorosa “Fina Estampa”, mas que ganhava força pela interpretação saborosa de Frank. Era o clássico “bicha má de bom coração”.

Para rever I Love Paraisópolis por ser revista aqui.

19. Clara e Marina – “Em Família”

Tainá Müller e Giovanna Antonelli em cena de “Em Família”.

Clara (Giovanna Antonelli) foi a real protagonista de “Em Família”, a última novela de Manoel Carlos, que não estava em seus melhores momentos e ainda por cima contou com a direção sempre sonolenta e preguiçosa de Jayme Monjardim (as melhores novelas de Manoel foram as da fase de parceria com o agilizado Ricardo Waddington – “Por Amor”, Laços de Família” e “Mulheres Apaixonadas”). Ao lado de Marina (Tainá Müller) o casal é talvez o mais heteronormativo da teledramaturgia, mas o carisma da dupla conquistou alguns bons corações.

Você pode rever “Em Família” aqui.

20. Felix – “Amor à Vida”

Matheus Solano como Feliz em “Amor à vida”.

Com três personagens gays, Eron (Marello Antony), Niko (Thiago Fragoso) e claro Felix (Matheus Solano), “Amor à Vida” foi a responsável pelo “primeiro beijo gay”da TV, fato não tão verdadeiro, tendo em vista que tanto um beijo entre homens e um entre mulheres foram exibidos nos idos anos 60. Porém, comemorado como uma final de copa do mundo, o ato protagonizado por Fragoso e Solano foi realmente lindão e balançou os brasileiros por ser uma espécie de redenção do vilão gay Felix. A trama, como praticamente todas as escritas por Walcyr Carrasco era uma bagunça com diálogos vergonhosos, no entanto o arco, assim como a interpretação maravilhosa de Solano salvaram a novela, e sinceramente é o único dos três personagens que valem figurar uma lista.

Você pode rever “Amor à Vida” aqui.

21 e 22. Felipinho e Peixinho – “Sangue Bom”

Julio Oliveira, Josefá Filho e Felipe Lima de “Sangue Bom”

Em tempos de pré beijo entre pessoas do mesmo sexo, a gente se contentava com o que tivesse e a narrativa de Filipinho (Josefá Filho) foi ótima de se acompanhar, com direito a emocionante cena de saída do armário até triangulo amoroso na reta final. Mas o destaque mesmo foi o casal fofura Filipinho e Peixinho (Julio Oliveira) que na época inclusive caiu nas graças do público gay, chegando a estampar a capa da extinta revista Junior. A trama só não rendeu tanto quanto deveria por questões de bastidores: reza a lenda que Josefá teria sido afastado da novela por problemas conjugais com o suposto marido, o autor da novela Vincent Villari, fato nunca confirmado, sabe-se no entanto que Josefá não mais atuou em televisão, se dedicando ao teatro desde então.

Você pode rever “Sangue Bom” aqui.

23. Miss Pirangi – “Gabriela”

Miss Pirangi (Gero Camilo) em cena de Gabriela.

Qualquer personagem nas mãos de Gero Camilo se torna gigante e não poderia ser diferente com a acompanhante fofoqueira Miss Pirangi, ligeira que só, roubou a cena do bordel de Maria Machadão. A presença de Pirangi na novela foi um acerto de Walcyr que deu destaque ao personagem que tinha apenas uma participação no livro de 1958 de Jorge Amado e ignorado na versão da novela de 1975.  Ainda que caricato, o personagem é uma delícia.

Você pode rever a versão mais atual de “Gabriela” aqui.

Pré Gabriela algumas outras novelas contaram com personagens relativamente interessantes como Junior (Bruno Gagliasso) em “América”, Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) em “Mulheres Apaixonadas”. Uálber (Diogo Vilela) e Edilberto (Luiz Carlos Tourinho) em “Suave Veneno”, Leila (Sílvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloni) em “Torre de Babel”,  Buba ( Maria Luisa Mendonça) de “Renascer”- única personagem intersexo das novelas brasileira, Ninete (Rogéria) em “Tieta”, no entanto, nenhum dos títulos está disponíveis nas plataformas da Rede Globo, o Globo Play, ou no Viva Play, canal de reprises da emissora carioca por isso não entraram na lista.

Qual outro personagem você gostou e ficou faltando nessa lista?

 

Iran Giusti é formado em Relações Públicas pela FAAP, atuou como gestor de redes sociais e gerente de projetos em agências de RP e Social Mídia e como jornalista foi repórter do canal de conteúdo LGBT do Portal iG e do BuzzFeed Brasil. Atualmente se dedica a gestão da Casa 1, um centro de acolhida e cultura LGBT e produção de conteúdos em que acredita.
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