BIGORNA – um thriller autoficcional, solo escrito, dirigido e interpretado por Walmick de Holanda, reestreia em São Paulo para uma curta temporada na Casa Farofa (Rua Treze de Maio, 240), no Bixiga. Após temporada no Sesc Vila Mariana, as apresentações acontecem nos dias 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de setembro, às sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada).
Criado a partir de memórias pessoais e de uma história familiar, BIGORNA combina autoficção, teatro documental, humor, terror e referências da cultura pop para investigar experiências de exclusão e a busca por pertencimento.
A dramaturgia parte da lembrança de um tio de Walmick que permaneceu por cerca de três décadas confinado em um quarto gradeado por apresentar uma condição nunca diagnosticada. A memória desse isolamento, vista na infância pelo imaginário dos filmes de terror, é posteriormente confrontada com a própria trajetória do artista, um homem gay e gordo que vivenciou o bullying e encontrou pertencimento na comunidade dos Ursos.
O espetáculo mistura autoficção, teatro documental, humor e elementos de terror, através a história de um gay gordo nascido em uma sexta-feira 13. A trama parte de uma lembrança familiar sobre um tio que passou décadas trancado em um quarto. A obra investiga o medo, o silêncio, a exclusão e a busca por pertencimento.
A relação entre memória, fantasia e realidade também aparece nos objetos e referências da infância que integram a cena. Xuxa, Power Rangers, Michael Jackson, divas pop e o cinema de horror compõem o universo de uma criança que tentava entender o que acontecia dentro de sua própria família.
Para Walmick de Holanda, diretor e dramaturgo, a relação entre a história familiar e sua própria experiência está no centro da criação: “Percebi que o medo que eu tinha de me transformar no meu tio era, na verdade, o medo de me tornar o diferente da família, alguém destinado a viver à margem.”
Desenvolvido desde 2022 a partir da pesquisa de mestrado do artista em Artes pela Universidade Federal do Ceará (UFC), BIGORNA marca sua estreia profissional como dramaturgo e diretor. O trabalho também contou com a participação de Walmick no Núcleo de Direção da Escola Livre de Teatro de Santo André, sob supervisão de Luiz Fernando Marques Lubi.
