O I Festival LGBTFlix de Cinema vai acontecer entre os dias 30 de abril e 09 de maio e visa comemorar o sucesso de um ano da LGBTFlix, plataforma totalmente gratuita que reúne produções audiovisuais que retratam a existência de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros. Com uma seleção de longas independentes e comerciais, o Festival contará com uma seleção de títulos disponíveis em votelgbt.org/flix

O destaque da programação é uma homenagem a Ismael Ivo, importante coreógrafo brasileiro que faleceu recentemente devido a complicações da Covid-19. Durante todos os dias de festival, haverá a exibição do curta “O Rito de Ismael Ivo” (2003), de Ari Candido Fernandes. Na grade de exibições ainda constam obras contemporâneas, como o premiado “Praia do Futuro”, de Karim Ainouz, e o longa “Corpo Sua Autobiografia”, de Cibele Apes e Renata Carvalho, além do documentário “Para Onde Voam as Feiticeiras”, de Eliane Caffé, Carla Caffé, Beto Amaral. 

O projeto é coordenado pelas equipes do #VoteLGBT e da Casa 1 e a ideia de celebrar a criação da plataforma em um festival de cinema se deu por conta do sucesso da LGBTflix, que com um ano de existência conta hoje com 250 curtas metragens brasileiros no catálogo permanente, além de ter hospedado 3 festivais: dois nacionais e um internacional. Até o momento, mais de 180 mil pessoas acessaram a LGBTflix. 

LGBTFLIX – CINEMA PARA TODAS AS LETRAS 

Questões de gênero, abordagens sobre a diversidade dos afetos e debates sobre a vasta gama das vivências sexuais não-hegemônicas. Esses são os ingredientes do cardápio da LGBTflix (votelgbt.org/flix), uma plataforma totalmente gratuita, sem nenhuma relação com qualquer plataforma de streaming. 

Usuários podem selecionar as centenas de filmes que integram a plataforma e escolher os títulos que tratam de sua temática predileta. Basta clicar em cada uma das letras da sigla LGBT, para em seguida ser direcionado à lista específica dos filmes. 

A LGBTflix é uma iniciativa do coletivo #VoteLGBT pensada para atenuar o impacto do isolamento social causado pelo novo coronavírus. De documentários sobre relevantes questões sociais, passando por sátiras, olhares poéticos e obras ficcionais, a seleção de filmes reúne uma poderosa vastidão de olhares. 

“Esse período de isolamento social pega mais pesado nas pessoas LGBTs, porque muitas de nós não encontram na família um sistema de apoio. Imagina ficar isolado num lar opressor com pessoas que não respeitam seu nome e sua identidade!”, provoca o artista Gui Mohallem, um dos integrantes do #VoteLGBT. 

A iniciativa também serve de janela para a divulgação da extensa produção audiovisual brasileira, que encontra poucos espaços de exibição nacional. “De um lado você tem pessoas querendo se ver representadas, e de outro você tem uma produção cultural potente que enfrenta uma série de obstáculos para chegar ao seu público. Nossa galeria de filmes se propõe a ajudar nesse encontro“, explica Mohallem. 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO FESTIVAL (os filmes estarão disponíveis entre 30/4 e 9/5, com exceção dos longas Praia do Futuro e Diga Meu Nome

HOMENAGEM ESPECIAL A ISMAEL IVO:

O RITO DE ISMAEL IVO – (Dir. Ari Candido Fernandes, Documentário, 2003)

A vida do bailarino negro Ismael Ivo, suas performances, depoimentos sobre a dança e as dificuldades sociais para quem vem de classe social mais pobre e supera obstáculos em sua profissão, até ficar famoso em todo o mundo.

AS CORES DO DIVINO – ( Dir. Victor Costa Lopes, Documentário, 2020) 

Documentário realizado a partir de conversas com pessoas LGBT+, unidas por um traço em comum: todas já fizeram parte, ou ainda fazem, de alguma instituição religiosa. O filme traça um instigante panorama sobre a relação entre religião e sexualidade. 

CORPO SUA AUTOBIOGRAFIA – (Dir.: Cibele Apes e Renata Carvalho, Documentário, 2021) Documentário que mostra um corpo em isolamento social e familiar, mas o distanciamento não é provocado pelo Coronavírus, e sim por ser uma travesti. Renata Carvalho é uma personagem de si mesma, sua voz nos narra a historicidade/transcestralidade do seu corpo e a transfobia estrutural, apontando a construção social, midiática, criminal, sexualizada e patológica da corporeidade e identidade travesti. 

HOMENS PINK – (Dir. Renato Turnes, Documentário, 2020) 

Nove homens gays compartilham suas memórias. Os primeiros desejos, o fervo da juventude num país sob a ditadura militar, a devastação da AIDS, a festa como território de resistência. O envelhecer do homem gay celebrado nas vozes de orgulhosos sobreviventes. 

PARA ONDE VOAM AS FEITICEIRAS – (Dir. Eliane Caffé, Carla Caffé, Beto Amaral, Documentário, 2020) Em Para Onde Voam as Feiticeiras, através de manifestações artísticas, um grupo de performers LGBTQI+ realiza encenações públicas que levantam debates sobre questões de gênero, desigualdade social e preconceito nas ruas do centro de São Paulo. Mexendo com o imaginário popular e proporcionando debates, os artistas explicam suas lutas cotidianas para qualquer pessoa que esteja interessada em adquirir uma nova perspectiva sobre as mais sutis camadas da intolerância. 

PASSOU – (Dir. Felipe André Silva, Ficção, 2020) 

fábio amava pedro, que sentia algo por carlos, que não sabia o que esperar de fábio. agora tudo isso já passou e não há porque olhar para trás.

PRAIA DO FUTURO – (Dir. Karim Ainouz, Ficção, 2014) 

Praia do Futuro, Ceará. Donato (Wagner Moura) trabalha como salva-vidas. Seu irmão caçula, Ayrton (Jesuita Barbosa), tem grande admiração por ele, devido à coragem demonstrada ao se atirar no mar para resgatar desconhecidos. Um deles é Konrad (Clemens Schick), um alemão de olhos azuis que muda por completo a vida de Donato após ser salvo por ele. É quando Ayrton, querendo reencontrar o irmão, parte em sua busca na fria Berlim. 

O longa terá duas exibições únicas, nos dias 2 e 5 de maio, às 20h.

FILME DE ENCERRAMENTO DO FESTIVAL – DISPONÍVEL POR 48H (das 20h do dia 7/5 às 20h de 9/5)

DIGA MEU NOME – (Dir. Juliana Chagas Gouveia, Documentário, 2020)  Sélem, de 45 anos, e Diana, de 22 anos, pertencem a gerações diferentes e partes distintas do Brasil. No entanto, as duas são mulheres negras e transexuais, lutando por seus direitos, como o reconhecimento do nome social e o direito de usar o banheiro feminino. Elas retratam seus combates diários na cidade do Rio de Janeiro.

SERVIÇO 

O QUE? I Festival LBGTflix de Cinema. 

QUANDO? De 30 de abril a 9 de maio. 

ONDE? no site votelgbtr.org/flix 

QUANTO? Gratuito 

SOBRE O #VOTELGBT 

Formado por profissionais de várias áreas como artes visuais, jornalismo, demografia, direito, entre outras, o #VoteLGBT é um coletivo que busca aumentar a representatividade das pessoas LGBT+ em todos os espaços da sociedade, principalmente na política. Além de campanhas realizadas em épocas de eleições municipais, estaduais e nacionais – que visam dar visibilidade a candidaturas pró-LGBT e lutar pelo respeito à diversidade sexual e de gênero -, os membros do coletivo também promovem pesquisas durante as paradas LGBTs de BH, Rio de Janeiro e São Paulo para gerar dados sobre essa parte da população. 

SOBRE A CASA 1 A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. O trabalho engloba três frentes de atuação: a república de acolhida para pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsas de casa por suas orientações afetivas sexuais e identidades de gênero; o Galpão Casa 1, centro cultural que conta com atividades culturais e educativas, totalmente gratuitas. Já o terceiro eixo é a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos pontuais e terapias complementares, sempre com uma perspectivas humanizadas e com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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Por Casa 1

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

2 thoughts on “Filmes de graça: Casa 1 e #VoteLGBT se unem para celebrar 1 ano de LGBTFlix”

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