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Jovens indígenas criam websérie sobre direitos 

Nesta terça-feira (9), quando é celebrado o Dia Internacional dos Povos Indígenas, será lançada uma websérie realizada por 20 jovens indígenas de quatro povos que vivem no Mato Grosso. Durante 13 dias, o grupo se reuniu na aldeia Wani Wani, na Terra Capoto-Jarina, aprendeu técnicas do audiovisual e refletiu sobre a importância da comunicação como ferramenta para defender e fortalecer direitos dos povos originários.

A websérie conta com sete curtas-metragens que estão disponíveis no canal do Instituto Raoni no YouTube.

Os curtas misturam cenas do cotidiano das aldeias com partes encenadas, entrevistas em português e em línguas nativas, cenas que resgatam a história, preservam a cultura e contam em primeira pessoa ao espectador sobre a vida de povos indígenas no Brasil.

O curso realizado entre os meses de maio e junho contou com oficinas e práticas audiovisuais coordenadas pelos cineastas indígenas Kamikia Kisedje e Arewana Juruna e por Simone Giovine.

O workshop de comunicação foi promovido pelo Instituto Raoni, organização do povo indígena Kayapó, com apoio da ONG Conservação Internacional.

O objetivo principal da atividade foi formar comunicadores e fortalecer a rede de divulgação de informações e de colaboradores que atuam no território Capoto-Jarina, na região Centro-Oeste.

“Os jovens são grandes protagonistas desse movimento de destacar e fortalecer as pautas indígenas”, afirma Vivian Fraga, coordenadora de projetos na Conservação Internacional.

“Os meios digitais e audiovisuais são fundamentais não apenas para comunicar a cultura, mas também para falar da realidade de seus territórios, que hoje são impactados por inúmeras violações ambientais.”
A iniciativa ocorre em um momento de diversos desafios para os povos indígenas. Além da paralisação da demarcação de suas terras, os povos têm enfrentado o desmatamento e o crescimento do garimpo ilegal.

Segundo dados do censo do IBGE de 2010, o Brasil abriga 817.963 mil indígenas de 305 etnias e que falam 274 línguas. A maioria dessa população é de jovens, como Matsi Waura Txucarramãe, 28, que participou do workshop.

Trabalhar com ferramentas audiovisuais, segundo ela, deu vontade de produzir mais. “Precisamos dar visibilidade à causa, à diversidade e à valorização dos comunicadores indígenas através dessa ferramenta que traz tantos sentimentos”, diz ela.

SÃO PAULO, SP

Foto de capa: Foto: Conservação Internacional (CI-Brasil)

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