Referência nacional em direitos humanos e cuidados a população em situação de rua, o Padre Júlio Lancellotti recebeu no palco do MTV Miaw 2022 o troféu “Transforma Direitos Humanos”.

O prêmio é uma homenagem a atuação dele na defesa dos direitos de grupos de pessoas marginalizadas na zona leste de São Paulo, atividade que já fez com que ele sofresse hostilização de outros moradores da região, perseguição de grupos políticos vinculados à direita e ameaças de morte. Ele atuou durante toda sua vida ao lado de refugiados, da população LGBTQIA+, dos portadores de HIV e da população carcerária.

Além de distribuir itens de primeira necessidade nas ruas, ele também é crítico da “arquitetura hostil” da cidade em relação às pessoas em situação de rua: no início de 2021 ele marretou pedras instaladas pela prefeitura de São Paulo no viaduto Dom Luciano Mendes como tentativa de impedir que pessoas se abrigassem no espaço.

Leia mais: “18 momentos em que Padre Júlio Lancellotti fez tudo sozinho“.

Padre Júlio foi ovacionado pelo público, majoritariamente jovem, e discursou contra a homotransfobia, racismo e aporofobia. “”Ofereço este prêmio e a minha vida pelos moradores em situação de rua, encarcerados, prostituídas e prostituídos, por todos os que lutam pela vida”, bradou o sacerdote.

Veja o discurso na íntegra.

A jornalista e ativista indígena Alice Pataxó, primeira indígena na premiação, ganhou o prêmio “Transforma Meio Ambiente” e a influencer Pequena Lo foi homenageada com o prêmio “Transforma Orgulho PCD”.

Artistas criticam a falta de organização do evento

A premiação, que aconteceu na terça-feira (26/8), recebeu críticas de diversos artistas que foram indicados aos prêmios mas não receberam convites ou ficaram na plateia, sem lugar para sentar.

A lista de reclamações não é pequena. Pelos stories, artistas e produtores de conteúdo reclamaram da falta de organização do evento.

Assista o relato de Mc Soffia, que recebeu apoio de outros artistas.

Por Casa 1

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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