Em janeiro deste ano, a Casa 1 completou quatro anos de muita luta e resistência. E ainda que isso pareça muito tempo, falando de uma organização de sociedade civil que busca constantemente formas de fazer diferente e mover as estruturas, é um tempo muito curto e com aprendizados constantes. 

A pandemia do coronavírus foi, como para todo mundo, um baque.

Entender como seguir lutando, trabalhando e se financiando se tornou um desafio sem precedentes. Ninguém estava preparado e com a gente não foi diferente. Mais do que nunca foi necessário mostrar para todo mundo que ajuda a gente o trabalho que é feito e, desde junho de 2020, conseguimos estabelecer um fluxo de prestação de contas, primeiro mensalmente e agora bimestralmente. 

Vale lembrar também que esse trabalho seguiu em meio ao luto e mesmo não perdendo ninguém da equipe diretamente, vimos pessoas que atendemos, companheiros e companheiras de luta, familiares, vizinhos e vizinhas partindo, muitos e muitas delas depois inclusive da descoberta da vacina. Lutamos e vivemos o luto de mortes para uma doença que já existe vacina e é fundamental dizermos isso sempre. 

E depois desse longo recado, vamos ao que rolou na Casa 1 nos meses março e abril de 2021. 

Para começar, achamos importante lembrar que nossa equipe de 30 pessoas contratadas segue atuando incansavelmente para que o público que a gente atende receba a atenção e o auxílio que merecem, além da dezena de voluntários e voluntárias que disponibilizam parte do seu tempo para realizar atendimentos e ajudar o projeto a existir. 

Seguimos com nossos três espaços físicos, o primeiro deles no centro de acolhida, que conta hoje com cinco moradores e moradoras, respeitando as normas de distanciamento necessárias. Os e as jovens acolhidas contam com acompanhamentos em saúde mental, clínica e sexual; empregabilidade e planejamento financeiro e atividades educativas no campo de línguas e corpo e criação.

Já a clínica social, que se dividiu entre espaço de isolamento para moradores e moradores fazerem quarentena e espaço de atendimento do projeto PrEP 15-19, continua com os atendimentos ao público de forma online. Foram 66 plantões de escuta, 53 atendimentos psicoterápicos continuados mensalmente e 48 atendimentos psiquiátricos. 

E por fim, o centro cultural, que hoje é o ponto central de atendimento de população vulnerável e em situação de rua. Por lá, rolou a entrega de 577 ovos de páscoa para famílias do bairro, 581 cestas básicas em março e 560 em abril, 2880 copos de água, 1300 máscaras de tecido, 1100 kits de higiene pessoal e 400 pães. A equipe de assistência social também realizou 32 acolhidas online com encaminhamentos e em média 400 encaminhamentos gerais para serviços e atendimentos de população em geral. 

Correndo em paralelo à tudo isso, nossas articulações e produções online seguem à todo vapor. Foram 5 encontros do “Biblioteca Convida”, com Karin Araújo, Chico Felitti , Deko LipeMatheus Torres e Maria Regina Celestino de Almeida. 3 Lives do “Entre Libras e Pincéis” com Rita D’Libra, Paola Di Verona, Indrah Haretrava. 2 Aulas do “Babadeira Online – Ciclo de Automaquiagem + Arte + Transformação” com Kitty Kawakubo e Alma Negrot, 3 Oficinas de Automaquiagem com Sol dos Santos, 2 primeiras aulas do “Ritmo Quente” com Diego Almeida e a segunda convidando Nyandra Fernandes. Tivemos ainda o lançamentos dos episódios do podcast “Passagem só de Ida“: episódios de 02 ao 10, encerrando a primeira temporada.

No Instituto Temporário de Pesquisa Sobre Censura, em parceria com o Memorial da Resistência, tivemos dois dossiês: um com Uilton Júnior (Uila) com o vídeo “Percursos do Movimento LGBT na cidade de São Paulo”, Bárbara Esmênia com áudio sobre os boletins Chana com Chana e o GALF e a Raíssa Éris Grimm com o texto “Amante Erótica” e outro, encerrando a parceria, com  Raphael Escobar em um áudio sobre as invenções da cracolândia e a publicação do livro “Se eu morrer” Inês Etienne  e a denúncia da violência de Estado e de gênero. 

Já na produção de conteúdo, foram publicadas 106 matérias, notas e entrevistas, 144 postagens no Facebook e 139 posts no Instagram. Além das coberturas das programações e mobilizações populares no stories do Instagram e Twitter. E a Biblioteca Comunitária Caio Fernando Abreu recebeu 645 títulos (livros, DVDs, CDs e histórias em quadrinhos) e seguimos com o inventário, classificação e alfabetação do acervo. 

E se você quer ajudar tudo isso a continuar acontecendo, basta clicar aqui!

Por Casa 1

A Casa 1 é uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsos de casa, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativa e a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos e terapias complementares, com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.

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